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Fé na virada: padre usa exemplo de superação para apoiar o Botafogo no Brasileiro

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João Claudio, que teve diagnóstico errado de câncer em estado terminal, se apega na religião, jiu-jitsu e amor ao futebol para dar apoio aos fieis

O torcedor do Botafogo sempre carregou a superstição e a fé como características para superar momentos difíceis. O time que enfrenta o Palmeiras às 21h30 (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem 12 pontos e ocupa a 19ª posição, na zona de rebaixamento e uma ajuda com fé vem do ilustre torcedor alvinegro padre João Claudio, que tem na história de vida um exemplo para passar aos jogadores.

Em 2016, depois de realizar alguns exames, padre João, que é o pároco da igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Bairro de Fátima em Niterói, foi diagnosticado com um câncer em estado terminal. Na corrida contra o tempo para viver os últimos momentos, fez uma visita ao Vaticano, com encontro com o papa Francisco, como um ato de despedida, mas a fé que ele pede aos jogadores e torcedores do Botafogo o ajudou ao receber uma orientação para refazer seus exames e foi quando descobriu que, por erro do laboratório, tinham entregado um resultado errado.

– Entrei num processo emocional para me preparar para a morte. Resolvi transformar a morte em vida, se acontecesse de eu ter os sintomas, não ia me entregar. Foram passando os meses, não tive sintomas. O cardeal Dom Orani me incentivou a fazer novos exames e numa oração com uma pessoa que fez no mesmo laboratório, me disse que lá teve problemas. Fiz mais duas vezes os exames, nunca tive câncer. Foi um exame trocado – disse.

“Nelson Gonçalves dizia que o brasileiro é muito religioso, tem duas ou três religiões diferentes ao mesmo tempo. A minha segunda religião, claro que é uma metáfora, é o Botafogo.”

O amor pelo Botafogo vem de berço, tem história e também uma lamentação. A final histórica do título estadual de 1989 deixou uma lacuna no coração do padre.

– Foi uma herança que recebi do meu pai e agradeço ao meu tio Hilton Duarte que faleceu há três semanas de Covid-19. Ele que me levava a estádios com a família e tive o privilégio de assistir a todos os jogos de 89 (estadual), exceto a final – afirmou João, que por conta de um aniversário da família não acompanhou no Maracanã a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo e o fim do jejum de 21 anos sem títulos.

Aos 46 anos, o padre João Claudio, que exerce a função religiosa há 21 anos, também está na faculdade de história, é formado em filosofia, teologia e direito canônico. Ele tem outros grandes amores na vida, além da religião, Botafogo e família: jiu-jitsu e tatuagens, são 28 ao todo:

– Sou faixa marrom de jiu-jitsu, eu aprendi a andar em um tatame.

Mas como o amor pelo Botafogo fala sempre muito alto, o pedido do padre João para os jogadores é bem claro e tem a ver com toda a história do clube alvinegro:

– A palavra principal do Botafogo é superação. Tem que passar um filme para vocês da história dos jogadores do Botafogo. Olhem e vejam aqueles jogadores que deram a vida pelo Botafogo. Digo para vocês, jogadores e para o clube. Vocês carregam um peso na história que é profundo. Coloquem naquele estádio fotos dos jogadores que são mitos e joguem olhando para eles. Garrincha, Gerson, Jairzinho, tantos outros.

“O Botafogo não cai. Por mais que digam que cai, só vai cair se vocês, jogadores, permitirem. Lutem com garra!”

Fonte: GE / Foto de Capa: Rodrigo Cerqueira – GE


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