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Felipe Neto revela bastidores, diz ser difícil assumir comunicação do Botafogo hoje, mas não descarta na S/A

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Empresário, YouTuber e botafoguense, Felipe Neto é especialista em comunicação, sobretudo para o público jovem. Fenônemo na internet, ele teve duas oportunidades para assumir a área no clube, mas as duas não avançaram.

Uma por opção de Felipe de não assumir, outra pelo Botafogo não dar carta branca.

Em entrevista ao canal do Fabiano Bandeira, ele falou sobre o assunto, revelou bastidores e não descartou assumir a comunicação na Botafogo S/A, caso o projeto dê certo.

Desabafo

– Não posso dizer que o Montenegro está errado (sobre as declarações após o jogo com o Cuiabá), demorei a entender, mas entendi. Não era o momento. Parece que aproveitei o momento para ganhar algo. Não é verdade, só perco com o Botafogo, tive dívida perdoada, só faço para ajudar. Sempre tive o desejo de gerir a comunicação do Botafogo. Não sou político, seria uma bosta de político ou presidente, não consigo lidar com incompetência e resultado baixo. Sou exigente e sem paciência. São valores que políticos não costumam ter, são mais permissivos, pacientes, contemporizadores. Eu seria visto como ditador. Nunca seria presidente do Botafogo, mas, em contrapartida, o maior presidente que já passou no Botafogo foi Bebeto de Freitas, que era o mais centralizador que tínhamos. Acabou que, no último ano, fez cagadas, mas nos outros cinco, foi o melhor presidente que já tivemos.

– Ser centralizador da minha área, eu conseguiria, a comunicação. Eu recebi esse convite depois que o (Marcio) Padilha foi demitido da vice-presidência. Na época, o (Gustavo) Noronha, bastante próximo de mim, rolou sondagem, falei que não era a hora. Clube ferrado, com dívida astronômica, não tinha o que fazer. Se não tirar a Ferrari da lama não consegue fazer anúncio, perde todos os jogos, está sendo rebaixado. Nesse momento não é a comunicação que tem que ser prioridade. Vou gastar trunfos em algo que não vai ter resultado.

Botafogo S/A

– Com o projeto da S/A, meus olhos se encheram de esperança. Falei: isso vai salvar o Botafogo, ser solução, brigar por títulos, não só sobreviver, buscar ser campeão brasileiro. Projeto profissional, acabar com cabides de vice-presidências, que é uma vergonha, aceitando por ego e vaidade. Olhei a proposta, esse é o futuro. O Botafogo vai virar potência e outros clubes vão se inspirar. Agora, quero fazer a comunicação funcionar. Não pedi permissão, vi que era uma zona e todos os funcionários ficaram animados. Chamei todos para a minha empresa. Não tinha ninguém liderando, vou liderar, não quero crédito nem que saibam. Meu nome não precisa sair em lugar nenhum. Comecei a tocar, fazer, botei a mão na massa, teve a campanha do Honda que rondou o planeta. Teve gente do Comitê torcendo o nariz, porque não entendem de futebol. O mérito não é meu, é da equipe do Botafogo, profissionais incríveis, que ganham salários baixos, estavam atrasados há quatro meses. Ficaram na minha empresa até 23h30 e não foi um dia só. A comunicação mudou redes sociais, torcida engajando e aí entrei em contato com a diretoria, agora precisamos formalizar isso para ter carta branca, chega da comunicação ser uma zona. Pedi o quadro de funcionários. Tinha um ex-jogador na folha. O motivo era ajudar. O Botafogo não pode ajudar ninguém. Quer ajudar, coloca um mecenas. Não pode ser o clube. Tem que rodar muita gente aqui, tem gente incompetente que precisa rodar e gente que precisa ser contratada. Precisa ser a melhor comunicação do Brasil, o melhor plano de sócio, investir para formar torcida, o que nenhum clube faz. Eu conseguiria fazer todo jovem e adolescente sentir carinho pelo Botafogo.

Clube atrativo para crianças

– Não tenho a menor dúvida de que isso seria amplamente possível, pela força que eu e meu irmão temos com o público mais jovem, mas também pelo fato de não ter ninguém falando com a criançada. A criança e o pré-adolescente não torcem mais por time de futebol do Brasil, torcem para Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo. Esse vácuo pode ser preenchido a qualquer momento. É só o trabalho ser bem realizado. Pedi autonomia para tocar o sócio-torcedor e a gestão da comunicação, assessoria de imprensa, redes sociais e mídia. Pretendo fazer demissões sim, vou enxugar custos e quem eu tiver que contratar, vou pagar do meu bolso. Fornecer o serviço ao clube, de maneira totalmente legal. Podem falar que é um comitê, não precisa falar meu nome, só me deixa trabalhar. Não deixaram. A resposta foi não, porque eu ia mexer em coisas. Eles não entendem, não sabem o que vou mexer, ficam em uma de melhor não, deixa como está. Falei obrigado, foi uma honra e saí. O que poderia fazer? Nada. Precisava de um aval, uma carta branca. Começou tudo a degringolar, projeto da S/A não foi para a frente, agora estamos nessa situação.

Como mudar?

– Isso é o que eu faço, beabá, é o que respiro todo dia. Falo isso não é me achando, não é difícil para quem é do ramo e sabe o que está fazendo. Tomada de decisão rápida. Montaria equipe trabalhando full-time para o Botafogo, manteria os profissionais excelentes, tiraria alguns, deixaria o Pedro Souto, maior nome do sócio-torcedor, um gênio, falei que o Botafogo não podia o perder, era uma loucura. Saiu para estudar em Portugal, porque não aguentava mais. Fiz uma proposta para ele ficar, mas quando disseram não para mim, o Botafogo perdeu o Pedro Souto. O que me importa é o clube, não o comitê ou os irmãos Moreira Salles. Estava com ódio mortal e convencendo o cara a ficar no clube. A BotafogoTV, que é uma ilha dentro do Botafogo, cria conteúdo, dava para decolar, fazer negócio muito maior e mais rico. Não faz por incompetência? Não, porque não tem braço. O Emilio (Adam) faz milagres. Antes, não tinham nem sala, tiveram que fazer vaquinha para comprar computador e editar vídeo. A comunicação do Botafogo não se comunica. Assessoria não fala com comercial, que não fala com rede social, que não fala com a BotafogoTV. Eu ia falar, chega. Muita coisa não é difícil.

Aceitaria assumir hoje?

– Hoje seria muito difícil. Na época, tinha decidido usar um tempo, ia gastar dinheiro, mas ia ser feliz. Comuniquei minha namorada e família. Nem valor de marca eu ia ganhar, porque vetei a divulgação do meu nome. Para assumir hoje seria muito mais complexo. Se o projeto da S/A acontecer, vingar, meu amor sobrepõe a razão e questão financeira, tudo é conversado. Agora, temos três chapas que representam a mesma coisa, são as mesmas pessoas, mesma cúpula de tomada de decisão. O que vai se falar? Não estou aqui para dizer que o barco vai afundar. Todo mundo sabe quem vai ganhar essa eleição. Minha esperança é essa chapa resgatar o interesse dos irmãos, para injetarem o dinheiro que está faltando.

Sou Botafogo

– Ia sair do patamar do plano do Botafogo, que hoje é muito defasado, porque não oferece nada. A maioria das pessoas que assina é para ajudar o Botafogo. Na primeira reunião, disse que não queria ouvir ninguém falar em “o torcedor ajudar o Botafogo”. É a primeira coisa. Não é doação, é serviço. O Botafogo é um clube gigantesco, gera paixão gigantesca e tem muita coisa a oferecer. Acesso privilegiado, vídeos exclusivos, planos diferentes. Tinha muita coisa linda. Quando pedi a carta branca, não recebi. Precisamos da estratégia e que vocês confiem em mim. Tirem o Sou Botafogo do ar, vai ficar todo mundo se preocupando, deixa, vamos vir depois de três dias com barulho colossal. Eles falaram que iam perder receita de três dias, devem ter sido umas 30 pessoas. Dá para solucionar.

Veja o vídeo do canal Fabiano Bandeira:

Fonte: Redação FogãoNET e canal do Fabiano Bandeira / Foto de Capa: Reprodução – YouTube


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