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Ferj cobra de Botafogo e Fluminense valor 10 vezes maior do que a Flamengo e Vasco

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Clube alvinegro contesta federação carioca por valores cobrados em borderô e questiona “batalhão de funcionários” da entidade em jogo no Nilton Santos. Caso deve parar nos tribunais

O clima quente entre Ferj, Botafogo e Fluminense ganhou mais um capítulo: a federação cobrou valores 10 vezes maiores à dupla em borderôs de partidas do Carioca em comparação com Flamengo e Vasco e ganhou críticas públicas do presidente alvinegro, Nelson Mufarrej, que falou em entrar na justiça contra a entidade.

– Basta um exercício de simples comparação com outros jogos. Não assinamos o borderô. Não concordamos com ele. A FERJ enviou um batalhão de funcionários para trabalhar em um jogo sem público. O Estádio Nilton Santos já havia sido aprovado pela Vigilância Sanitária. As despesas saltaram sem explicação. Queremos justificativas das despesas operacionais que eles nos empurraram para pagar e, para isso, já acionei o Departamento Jurídico – disse.

– Não nos surpreende em nada essa postura lamentável da FERJ. Como recebemos essa informação? Com serenidade. O Botafogo vai sempre trazer à baila assuntos que entende ser dos seus interesses, sem medo de represálias ou retaliações. O Clube não vai deixar de se posicionar para apoiar o melhor protocolo, que é aquele que preserva as vidas. Nessa pandemia, a FERJ deu aula de como desrespeitar filiados que pensam de forma diferente. Sabe por que não pagamos os “custos FERJ” na partida contra a Cabofriense? Porque o Botafogo discorda plenamente dos custos operacionais apresentados pela FERJ – completou.

Mufarrej se refere, principalmente, aos custos denominados de “despesas operacionais”, que foram 10 vezes maiores para a dupla Bota e Flu. Na última rodada, a entidade cobrou R$ 25 mil nos borderôs dos dois, enquanto Flamengo e Vasco desembolsaram R$ 2,5 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente, pelo mesmo quesito. Também há diferença, menor, no custo “delegado / ouvidoria”.

O valor é diferente, também, comparado ao último jogo do Botafogo antes da quarentena, contra o Bangu, em 15 de março. No mesmo estádio, o Nilton Santos e, também de portões fechados, o custo foi de R$ 1.150. O clube acredita que a cobrança pode ter motivação política, tanto que o presidente alvinegro falou em “represálias ou retaliações”.

A reportagem questionou a Ferj, que não respondeu sobre a diferença de valores. A federação afirmou que “se fez necessário aumento das despesas para organização da partida, com suas complexidades. Tudo foi realizado dentro da legalidade e está previsto no regulamento, aprovado pelos 16 clubes que participam da série A do Campeonato Carioca”.

O Fluminense ainda não se manifestou.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Cahê Mota / GloboEsporte.com


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