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Ferj ganha 10% do valor do contrato de TV, mais placas e taxas nos jogos; Globo entende que Federação não cumpriu artigo

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O triste imbróglio envolvendo as transmissões dos jogos do Estadual do Rio chamuscou um pouco mais a imagem da Federação presidida por Rubens Lopes.

Porque, a rigor, a decisão da detentora dos direitos de transmissão de rescindir o contrato que se estenderia até 2024 escorou-se na incapacidade da própria entidade de fazer cumprir o Artigo 18 de seu Regulamento Geral de Competições (RGC).

“Não será permitida a transmissão de TV, aberta, PPV, VT, internet (…), das partidas das competições, sem que haja autorização da FERJ“.

Para que vocês possam entender melhor: a Federação, promotora da competição, representa os clubes e negocia com a emissora os valores do contrato.

Em 2016, na última renovação com a TV Globo, a emissora ofereceu R$ 120 milhões por ano num contrato até 2024, reajustáveis a cada 12 meses.

Cada um dos quatro grandes receberia R$ 15 milhões, com a entidade tendo direito a 10% do valor total (R$ 12 milhões).

Os R$ 48 milhões restantes divididos entre os outros oito clubes participantes.

O contrato demorou a ser assinado, porque o Flamengo relutou em dar o aval necessário.

E só concordou, porque, caso contrário, não haveria a renovação – e sem o contrato com a única emissora interessada, ninguém receberia nada.

Mas, assim mesmo, o fez por um período de apenas três anos, em vez dos oito anos, como os demais.

Por que relutava em assinar?

Quase todas as exigências do presidente Eduardo Bandeira de Mello eram contrárias aos interesses da Ferj.

Flamengo queria que o dinheiro fosse pago diretamente aos clubes;

E que estes pudessem explorar a publicidade nos estádios;

Que a federação diminuísse de 10% para 5% a taxa nos jogos;

E que ela fosse impedida de interferir em preço de ingressos;

Em suma, que os grandes não recebessem menos do que a Ferj.

E que a entidade se comprometesse com a transparência em sua relação financeira com todos os clubes.

Porque, resolvido administrativa e financeiramente, ao Flamengo, a federação era um estorvo.

Como a entidade tem o direito exclusivo de explorar a propaganda nos estádios, o ganho estimado com o Estadual era de R$ 24 milhões, a cada edição.

Fora os R$ 12 milhões já garantidos nos 10% de renovação de contrato e as taxas nos jogos.

Para resolver o impasse, TV Globo e Federação concordaram que o aval do Flamengo fosse de apenas três anos.

Com o que concordaram também BotafogoFluminense e Vasco.

Só que este ano não houve sequer o esperado acordo financeiro para mais uma etapa no relacionamento.

Mas, para participar do Estadual, o Flamengo deve ter assinado o Regulamento Geral de Competições (RGC).

E o documento diz lá, expressamente, que os clubes precisam da permissão da Ferj para transmitirem imagens de seus jogos por quaisquer plataformas.

Ao que parece, a emissora entende que era dever da Ferj ter impedido a transmissão de Flamengo x Boavista, na quarta-feira, por força de seu RGC.

E que, ao não fazer, quebrou o cristal que o mantinha iluminada.

Tanto, que nesta quinta-feira (2), mesmo após a emissora anunciar o rompimento do contrato, a entidade resolveu fazer cumprir o tal do RGC.

Mas o Vasco ignorou a tardia orientação para que não transmitisse a partida contra o Madureira, à noite, em São Januário.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira – Extra Online / Foto de Capa: Reprodução / TV Globo


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