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Gottardo lembra “jogadores do Vasco constrangidos” no bi carioca de 1990 do Botafogo

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Ao GE, capitão alvinegro relembra, 30 anos depois, a conquista que terminou com duas voltas olímpicas e briga na justiça

Há 30 anos, o Botafogo conquistava o bicampeonato carioca, título que rende histórias até hoje pelas alegrias e polêmicas que marcaram aquele Estadual. Um dos heróis de 1990, o ex-zagueiro Gottardo, capitão alvinegro, recordou alguns dos bastidores daquele dia no Maracanã.

– O Botafogo conquistou esse título dentro das quatro linhas. Perdemos apenas um jogo, foi uma conquista saborosa. O time de 90 era bem diferente do de 89, que teve uma maturidade especial pela herança desagradável dos 21 anos sem títulos. Em 90, já era um time mais leve, com alguns garotos e com proposta de jogo mais ofensiva. Dois times com perfil de campeões – lembrou Gottardo ao GE.

“Naquela época, o peso dos estaduais e a rivalidade entre as torcidas eram muito diferentes. Para quem viveu aquela época, a paixão era inesquecível”.

Entenda

O regulamento do Campeonato Carioca de 1990 previa que os campeões da Taça Guanabara e Taça Rio se enfrentariam em uma semifinal única e o vencedor jogaria contra o time de melhor campanha na soma dos dois turnos. Vasco e Fluminense venceram os turnos e o Botafogo teve a melhor campanha geral.

Durante o período de paralisação para a Copa do Mundo, foi convocado um arbitral na Ferj para discutir a alteração no regulamento, colocando que, na final, o time precisaria ganhar no tempo normal e na prorrogação para ser campeão. O Botafogo não concordou e entendeu que, como não houve unanimidade, o regulamento permaneceria igual.

O Botafogo, então, venceu o Vasco no tempo normal por 1 a 0 e deu a volta olímpica. O Vasco, que tinha o aval da federação, entendeu que o rival abandonou o jogo por não aceitar a prorrogação e também deu volta olímpica no Maracanã. Dias depois, a Justiça considerou o Botafogo campeão.

– Havia uma necessidade maior de representatividade diante da federação e da CBF. O Botafogo buscava criar corpo e ganhar seu espaço também fora de campo. Mudar o regulamento não tinha cabimento – disse Gottardo.

“Jogadores do Vasco constrangidos”

Com a vitória no tempo normal, o capitão Gottardo voltou a campo para dizer ao capitão vascaíno Roberto Dinamite e ao árbitro da partida que o Botafogo não jogaria a prorrogação. O Vasco usou a maquete de uma caravela para dar a volta olímpica. O ex-zagueiro recorda que os jogadores do rival não estavam à vontade com a situação.

Foto: Reprodução

– Expliquei para o Roberto Dinamite a situação e ele entendeu muito bem a posição do Botafogo. A rivalidade não existia ali. A arbitragem também entendeu, apenas acatou.

– Os jogadores do Vasco ficaram constrangidos, receberam a ordem de dar a volta olímpica. Era nítido que eles não estavam à vontade, eles entendiam o que a própria competição dizia a nosso favor. Eu não me recordo de nenhum jogador do Vasco questionar o nosso título. O Vasco era uma equipe muito boa, não precisava passar por aquilo.

Encontro tardio com a taça e premiação não paga

O Botafogo não recebeu o troféu da competição no dia da final. A verdadeira taça só foi entregue no dia 28 de agosto, quando Gottardo vestiu o uniforme e comemorou a conquista com os torcedores em Marechal Hermes. Se o troféu demorou a chegar, o valor da premiação pelo título nunca foi depositado, como lembra o ex-jogador.

– A dificuldade do Botafogo era grande, tinha até um valor destinado a pagamento como prêmio da conquista. Esse valor não saiu por conta da confusão e deixamos isso pra lá, não houve cobrança, deixamos como homenagem para o Botafogo.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Guilherme Oliveira


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