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Guilherme Santos revela que recusou sair do Botafogo e conta como mudou de posição

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Hoje em boa fase no Botafogo atuando no meio-de-campo, Guilherme Santos esteve cotado para deixar o clube recentemente, após a chegada de Victor Luis. Porém, o jogador revelou que se recusou a sair.

Guilherme Santos contou que acreditou em seu potencial para dar a volta por cima.

– É um fato muito importante esclarecer. A gente que sente os dois lados da moeda, realmente é complicado, não é tão fácil quanto pensam. Sempre tive muita fé, me apeguei a acreditar e jamais desistir. Cheguei ao Botafogo pela campanha ano passado e por mérito. Apesar de chegar e ter ido bem no primeiro amistoso, no início, não estavam encaixando as coisas. Às vezes, você pensa em grandes coisas, mas não saem como você quer. Começou a cobrança, pelo tamanho do Botafogo, acostumado a jogadores de alto nível. Vinha atravessando algumas coisas, se sai ou não, comecei a ter dúvida se tinha feito a escolha certa, mas acreditei em Deus que meu lugar seria aqui. Mesmo com notícias de que seria emprestado. Procurei trabalhar diariamente e aproveitar a oportunidade de ser profissional. Paulo (Autuori) necessitou na posição, me colocou nos treinamentos, pus em prática. Agradeço a coragem dele, por colocar em posição que talvez ele não me conhecia. Eu consegui trazer resposta positiva para a equipe. Precisamos melhorar muito, mas consegui surpreender em uma posição que é difícil – afirmou Guilherme.

O jogador lembrou que chegou a ouvir da família que deveria mudar de clube, mas se recusou a deixar o Botafogo.

– Quando a situação começou a se desenhar para ficarem muitos jogadores na posição, com a chegada do Victão (Victor Luis), que todos sabem que é um jogador que tem intimidade com o clube, sem receio ou me intimidar, procurei chamar o pessoal e falar que não queria sair. Tive oportunidades para ir para outros clubes, algumas pessoas da família queriam, mas na vida, não dá para partir a cada dificuldade, tem que enfrentar. Queria ajudar o grupo, nem que fosse com a experiência no vestiário. Se me permitiram ficar é porque meu dia tem sido aproveitado. Não sou jogador fixo da posição, mas tento colocar em prática tudo que a gente treina. Tenho ajudado na marcação, guardado o vigor físico, porque a equipe precisa de parte defensiva forte. Foi um pouco de superação. Bati o pé de não sair, torcedores comparavam minha história com a do Rafael Marques, que teve muito sucesso. Me agarrei às energias positivas e procurei trabalhar no dia a dia, Deus está mudando a situação – comemorou.

Guilherme Santos explicou como foi o papo com Paulo Autuori para mudar de posição.

– Ele conversou comigo com a situação de não me preocupar com o que estava saindo na mídia. Ele é muito importante para o atleta, demonstra segurança e confiança. Chamou e falar para ficar tranquilo, que de alguma forma, iria precisar de todos. Dentro dessa conversa, eu sugeri a ele, fiquei meio na dúvida se falava, mas disse que estava para ajudar em qualquer outra situação para fazer o melhor. A oportunidade chegou quando eu menos esperava, contra o Fluminense. Peguei, estava preparado, joguei tanto aberto, quanto de terceiro volante pelo lado esquerdo – lembrou.

– Em momento algum, o Botafogo tomou direção sobre isso (negociação). Saíram matérias e notícias. Fiquei tranquilo e procurei me motivar. Pensar diferente de outros lugares. É muito fácil arrumar suas coisas, ir embora e não deixar nada para trás, sem vencer nenhuma dificuldade, batalha ou crítica. Senti na pele, foi doloroso, mas procurei olhar para o Botafogo. O clube me tratou com respeito. Não podemos nos preocupar tanto com internet, que é muito emoção. Precisamos colocar o Botafogo no lugar maior. Comecei a acreditar e trabalhar, as coisas aconteceram de forma natural, respeitando meus companheiros – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Globoesporte.com


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