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“Homem de negócio”, Dudu Cearense vira mentor financeiro de atletas

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Coaching é um processo, uma metodologia, um conjunto de competências e habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas por absolutamente qualquer pessoa para alcançar um objetivo na vida pessoal ou profissional.

Após pendurar as chuteiras aos 37 anos, Dudu Cearense se define como um “homem de negócios”. Recusa o rótulo de coaching, embora suas atividades sejam exatamente como as descritas acima. Ele prefere se denominar como mentor financeiro de atletas, evitar que eles percam o dinheiro que conquistaram durante a carreira.

“Cara, hoje eu estou empresário, tenho os meus negócios, uma escola de mentalidade financeira e uma empresa de produtos digital, mas não sou coaching, não”, disse o ex-volante revelado pelo Vitória e com passagens por Atlético-MG e Botafogo.

“Ser coaching é muito relativo. Coaching é motivacional, eu não sou motivacional, eu sou ativacional. Eu dou mentorias para atletas e pessoas normais, dou minha experiencia como atleta. Eu transformo pessoas normais em atletas de alta performance na vida pessoal”, completou Dudu Cearense.

Ele diz que não consegue ganhar a vida com isso, somente se tiver uma carteira de clientes muito grandes, o que não é o caso. Ele conta com jogadores que estão em atividade, mas prefere manter o sigilo por questão de segurança. Segundo o agora empresário, o que o move nessa direção é a vontade de ajudar os ex-companheiros de profissão.

“Hoje, temos uma porcentagem muito grande de atletas (80%) que, quando encerram a carreira, depois de cinco anos, eles vão à falência e 30% deles ficam endividados. A minha preocupação, quando eu encerrei a minha carreira, era ajudar esses atletas, o que faço até hoje. Eu faço isso para eles porque eu não tive isso no início da minha carreira. O atleta acha que vai ter o salário dele até os 85 anos, que é a idade média do brasileiro, só que não vai, é impossível”, afirmou.

“O jogador tem uma vida muito curta de atleta que é 10, 15 anos de carreira. Separo por ciclos, dos 20 aos 25 anos, dos 25 aos 30 e dos 30 aos 35 anos, então, praticamente são 15 anos. Só que futebol não é uma linha linear, tem mil variantes. O atleta é um produto e o produto tem validade. Eles precisam entender que são um produto e que precisam produzir todos os dias. Não é matar um leão por dia, ele tem que ser o leão todo dia”, acrescentou.

Ajudar como propósito, desde os tempos de atleta

Se tornar mentor financeiro dos atletas foi algo que se consolidou após a aposentadoria. Dudu Cearense, no entanto, diz que já ajudava seus companheiros durante toda a carreira. Ajudava os que queriam, claro. Muitos não se importavam com o assunto.

“Eu sempre fui o mesmo profissional pelos clubes que passei. Quando jogava era a mesma coisa, então, ajudava quem queria ser ajudado. Quem eu tentava ajudar e não aceitava, mandava seguir a vida e consciente das decisões. Eu não sou o salvador da pátria, não sou o salvador de todos os atletas, mas ajudo quem tem interesse. Eu falo, oriento, quem pedir, ajudo com o maior prazer. Eu passava a minha liderança não somente com palavras, mas também como exemplo”, comentou.

“Para mim, hoje, isso tudo é um propósito. Vou te falar que não dá para sobreviver com isso, não, impossível. Só se fosse daqui a muitos anos com um volume muito grande, mas hoje, para mim, é um propósito de vida. Faço o possível para ajudar esses caras a ganhar dinheiro de verdade. Não quero tirar dinheiro deles. O que ganho são nos produtos, entendeu? Eu faço alavancar a carreira deles, o dinheiro deles, eu ganho nos produtos, é totalmente diferente do que pegar o dinheiro deles e falar, me paga isso. Todo atleta hoje em dia é utilizado por várias pessoas, que querem sugar desses caras. Então, eu não faço isso. Por quê? Tenho os meus outros trabalhos, mas se eu faço esses caras alavancarem seu dinheiro, eu estou trabalhando correto, não?”, indagou.

Dudu também agencia jogadores

Além da mentoria financeira, Dudu Cearense também é sócio de uma empresa que agencia jogadores de futebol. Segundo ele, essa foi a forma que encontrou para se manter no futebol, sua maior paixão. A opção tem explicação. Após anos de concentrações e viagens, o ex-volante quer mais liberdade na vida pessoal.

“Também tenho a minha empresa de futebol, sou empresário de alguns atletas, se chama Tria Sports. Eu passei praticamente 20 anos no futebol e jamais vou abandonar. O pós-carreira eu poderia muito bem ser treinador, ser dirigente, mas ia me prender. Quando você é atleta, você tem um pouquinho da liberdade meio cortada. Agora, tenho mais liberdade das minhas ações, da minha expressão de liberdade, o que eu quero fazer, eu posso falar, não devo nada a ninguém. No meio, você fica preso a um mundo muito pequeno, onde você é sempre questionado, sempre apontado”, concluiu.

Fonte: UOL / Foto de Capa: Arquivo Pessoal / Facebook


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