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Honda abre o jogo: “Estou orgulhoso por ser capitão do Botafogo, um dos maiores clubes do Brasil”

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Há seis meses no Brasil, Honda concedeu uma longa e interessante entrevista para a BotafogoTV, divulgada nesta sexta-feira pelo clube. No vídeo, o craque japonês aborda diversos assuntos, como a relação com a torcida, o Campeonato Brasileiro, suas atividades educacionais, a pandemia do novo coronavírus, a comunicação com o time e a liderança em campo.

Honda revelou estar orgulho de ser capitão do Botafogo, um dos maiores e mais tradicionais clubes do Brasil.

Leia abaixo as respostas de Honda:

Relação com a torcida

– O dia da minha chegada foi incrível, na primeira vez que cheguei aqui. Infelizmente, nós ainda não jogamos com a torcida. Isso é bem ruim. Eu sinto falta deles. Porque, como disse antes, o motivo de ter vindo ao Brasil foi porque muitos torcedores estavam animados quando eu me decidia se viria ou não. Então, eu já estou há aqui há seis meses e estou animado para jogar para todos os torcedores. Estou esperando por isso e não posso esperar para jogar para os torcedores, no estádio.

Coronavírus

– Eu tenho pensando em muitas coisas durante essa pandemia, porque não acho que alguém esperava que isso fosse acontecer e tivemos tempo suficiente para pensar o que é a nossa vida, porque os governos, a maioria dos governos, proibiu as pessoas de andar. Não podiam mais. Tiveram que ficar em casa e ainda em alguns países pessoas ficaram em casa, mas por outro lado, tinham que trabalhar para ganhar dinheiro e sobreviver. Então, ninguém quer perder a vida por causa desse vírus louco, mas ao mesmo tempo, tem que ganhar dinheiro, tem que fazer dinheiro. Devem trabalhar pensando em suas famílias. Isso é muito incomum, é uma situação muito incomum que acontece para todas as pessoas e também pensei o que é a minha vida. Tudo tem prós e contras e eu nunca pensei sobre isso, então, talvez, devêssemos pensar positivamente, mas estou triste, sabe, muitas pessoas morreram por causa dessa doença e ainda continua. Ninguém consegue encontrar uma solução melhor neste momento. Esse é o problema. Temos que ser pacientes para enfrentar o coronavírus por um bom tempo. Não acho que vamos resolver esse problema agora. Temos que ser pacientes.

Campeonato Brasileiro e futebol no país

– Eu ainda não sei tudo sobre o Campeonato Brasileiro e todos me disseram que o calendário é muito difícil de ajustar, um país grande, com diferentes temperaturas, tempo curto. Paulo (Autuori), o nosso treinador, me disse: “eu acho que nós precisamos de mais do que 11 jogadores porque, do contrário, não conseguiremos jogar bem durante toda a temporada. Porque essas condições são bem difíceis”. Eu estou aprendendo sobre o futebol brasileiro. Por que o Brasil é o melhor do mundo? Vi grandes jogadores no Milan, no CSKA e nos times que enfrentei. Eu gostei de aprender. Você perguntou o que eu posso contribuir, mas eu penso que posso adquirir experiência no futebol brasileiro. Estou faminto para aprender e quero me aperfeiçoar até esse momento.

O que pode oferecer ao Botafogo

– Eu acho que o melhor que eu posso contribuir para o Botafogo é a minha experiência. Eu acho que há quem tenha boa técnica e bom físico, mas o futebol deveria ser mais organizado. Ninguém consegue vencer sozinho. Temos que saber como ganhar o jogo como um time e não sozinho, individualmente. É importante sabermos que devemos entender o que fazer. Qual é a nossa estratégia e objetivo? Podemos perder para um time forte, mas não quero perder para um time mais fraco que nós. Então, isso quer dizer que eu tenho que falar com os outros jogadores que não entendem esse método, o que eu penso e o Paulo pensa. Essa é minha tarefa. Nós temos que jogar constantemente com a mesma qualidade em toda a temporada. Assim, eu acho que posso ajudar o time.

Relação com jovens

– Minhas atividades educacionais vêm das experiências que adquiri na África do Sul e outros lugares que visitei, mas eu acho que o que aprendi quando eu penso em educação é tentar se comunicar com os mais jovens, porque eu gosto de falar com os jogadores, educar os jogadores mais jovens e as crianças. O bonito da educação é que, uma vez que você ganha uma habilidade ou conhecimento, você nunca perde em sua vida. As coisas que você aprende sempre o ajudam. São úteis. Claro que o dinheiro ou qualquer outro bem material, você irá perder caso aja errado, mas habilidade, conhecimento e competências, você nunca perde. Por isso, educação é tão bonito e quero que todos tenham educação de alta qualidade, não importa onde você nasceu, quanto dinheiro tenha. Toda criança deveria ter educação de alta qualidade, por isso que me preocupo.

Comunicação com o time

– Eu não sei falar português, mas os jogadores foram muito acolhedores, muito amáveis. Tivemos uma boa comunicação e estou muito confortável. Sou grato a eles. Eu penso que precisamos de um tempo para nos entendermos, mas isso tem melhorado. Estou feliz por estar aqui com todos os jogadores e também os torcedores. É um momento para lembrar por toda a vida. Então, não quero perder tempo e eu quero continuar fazendo o melhor, não só nos jogos, mas também nos treinamentos. Eu realmente aprecio as pessoas envolvidas com o Botafogo. É um clube bem legal, bem família. Eu realmente o amo.

Relação com Marcelo Benevenuto e Caio Alexandre

– Eles são melhores amigos um para o outro. Estão sempre juntos. Eu gosto de vê-los. Também, talvez por isso, eles se entendem e parece que se confiam. Isso é muito importante para o time, especialmente quando nós estivermos lutando, quando lutarmos como um time, de uma mentalidade forte e confiar no outro. Isso ainda não aconteceu, mas vai acontecer. Os colegas do time estão sempre com o Caio. Eles sempre tentam falar comigo, isso também é muito útil. O Nazário também tenta e o Gatito, alguns jogadores. Nós não conversamos em inglês, mas o futebol só precisa de uma língua. Nós estamos conseguindo nos entender aos poucos no campo. É o que sinto.

Ser capitão do Botafogo e posicionamento no time

– Sinto que estou orgulhoso desse clube e de mim mesmo por ser o capitão de um dos maiores e mais tradicionais clubes do Brasil. Especialmente por ser estrangeiro e não falar português. Estou me sentindo muito respeitável. Estou feliz por ser capitão aqui, mas por outro lado, eu tenho que descobrir como posso ajudar o time como capitão, porque não falo português, mas posso ajudar com conduta e algumas poucas palavras. Sempre procuro as melhores palavras para o time. Em campo, com Caio e outros jovens jogadores, não deveriam pensar muito no jogo coletivo. Pela qualidade deles e pelas características deles, eles precisam jogar soltos quando conseguem a bola e, sabe, eu deveria ver a ação deles primeiro e quero ajustar o que é melhor para o time. É por isso que, até agora, estou mais balanceado com o Caio, porque pela qualidade e estilo dele, deveria jogar mais livre. Acho que essa é a maneira dele jogar e tenho atuado bem com o Caio até agora. Acredito que podemos melhorar. Espero que possamos jogar melhor, ser melhores jogadores que no ano passado.

Veja o vídeo da Botafogo TV!

Fonte: Redação FogãoNET e BotafogoTV


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