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Ídolo do Botafogo, Jefferson revela estratégia que o fez pegar pênaltis de Messi e Adriano

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Goleiro de Seleção Brasileira, um dos maiores da história do Botafogo, com diversos títulos na carreira, Jefferson até hoje é lembrado como um grande pegador de pênaltis. As principais recordações são as defesas nas cobranças de Messi (Superclássico das Américas-2014) e Adriano (final da Taça Rio-2010).

Em live com o preparador de goleiros do Botafogo, Flavio Tenius, no Instagram, o ídolo alvinegro revelou seu segredo para defender os dois pênaltis.

– O pênalti do Messi foi um momento especial na minha carreira porque estava buscando meu espaço na Seleção, vinha fazendo grandes jogos nos amistosos, como contra a França. No Superclássico das Américas, vou ser sincero que não individualizava adversários, via o todo. Não criava um monstro na minha frente. Quando teve o pênalti, foi impressionante que ninguém se atenta com os detalhes, fui falar com o juiz e foi interessante que, se reparar, o David Luiz fala “não se desconcentra, deixa que a gente reclama, vai lá pegar o pênalti”. Fiquei me concentrando, detalhe que fez diferença. O que pensei na hora: olha, esse é o canto forte do Messi, vou obrigar a bater forte no canto dele, não vou sair antes. Vi um jogador falar isso, se o goleiro não sair antes bato no meu canto forte. Foi a mesma tática do pênalti do Adriano, sabia que batia cruzado. Se reparar nos lances, não saio antes. O do Adriano fica até meio estranho, porque saio de onde estou. Esperei o máximo possível porque ele ia bater no canto forte dele, a chapada. Com o jogo rolando em si, você não pensa que pegou o pênalti do Messi. Acabou o jogo, os jogadores vieram me abraçar, teve a repercussão, ficha foi caindo aos poucos – relembrou.

HISTÓRIA E GRATIDÃO AO BOTAFOGO

Na conversa, Jefferson lembrou como foi o início da carreira e a importância do clube no seu crescimento. Ele jogou no Botafogo de 2003 a 2005 e de 2009 a 2018.

– Nossa vida é de superação, nem sempre só flores, tem sim seus espinhos. Enquanto não perder o foco, tem que caminhar. Saí do Cruzeiro na época, joguei a João Havelange, fomos campeões da Sul-Minas e do Campeonato Mineiro, mas precisava rodar para ter experiência. Jogador da base às vezes se acomoda, precisa viver outra realidade. Saí do Cruzeiro e vim para o América de São José do Rio Preto com outra estrutura. Foi muito difícil. Meus amigos falavam que ia ficar rodando e não ia dar em nada. Tive que botar a cabeça no lugar, treinar, ter fé em Deus e não desistir. Sabia que era isso que eu queria, ser goleiro e chegar à Seleção. Foi aí que o Botafogo entrou, apostou em mim. Joguei na Seleção sub-20, fui para o Botafogo, o Mundial foi no fim do ano, fui convocado e fomos campeões mundiais. Foi onde o Botafogo começou a fazer parte da minha vida e da minha história. Acreditou em mim, na época era o Levir Culpi e o Acácio – relembrou.

– Essa saída no início parece ruim, mas às vezes faz você parar e pensar em se dedicar mais. Você teve essa cabeça. Muita gente tem que pensar que isso não é maléfico, há vários exemplos. A qualidade que você tinha, teve a oportunidade e virou o Jefferson do Botafogo, terceiro jogador com mais números de jogos em um clube gigante, chegou à Seleção Brasileira – elogiou Flavio Tenius.

– Quando tive oportunidade de ir para o Botafogo, nem acreditei. Acompanhava todos os times grandes, mas era distante. Era o Botafogo de MangaWagnerGarrinchaNilton Santos. Quando cheguei, me identifiquei muito rápido com os torcedores e com o clube. Os jogadores falam que é um dos melhores clubes para jogar. Você vê a festa pelo Honda, é de arrepiar. Foi um privilégio ter vestido a camisa do Botafogo e alcançado essa marca histórica. Isso para mim não tem preço – descreveu Jefferson.

Fonte: Redação FogãoNET


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