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Jornalistas avaliam o momento do Atlético Nacional

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Atual campeão da Libertadores, time mais temido das Américas… O Atlético Nacional ainda colhe os frutos de 2016, mas, aparentemente, está enfraquecido. A julgar pelas opiniões de jornalistas colombianos, o time de Reinaldo Rueda ainda tenta reencontrar seu melhor momento após desmanche sofrido nos últimos meses.

Além dos jogadores que vieram para o Brasil, como Borja e Guerra (Palmeiras), Berrío (Flamengo) e Copete (Santos), saíram o zagueiro Davinson Sánchez e os meias Alexander Mejía, Sebastián Pérez e Marlos Moreno.

Mas não se iluda torcedor alvinegro! Encarar o Nacional, ainda mais em Medellín, ainda é uma pedreira. O time lidera o Campeonato Colombiano de forma invicta, com nove vitórias em 11 jogos. Além disso, manteve a forma de jogar, com agressividade e espírito vencedor. As duas únicas derrotas em 2017 foram para Barcelona de Guayaquil (Libertadores) e Chapecoense (Recopa), ambas fora de casa.

Há, no entanto, motivos para se animar. O Nacional vai para o jogo contra o Botafogo sem seu principal jogador na temporada. Suspenso por ter sido expulso na estreia contra o Barcelona, o meia Mateus Uribe não joga. O goleiro Armani é dúvida.

Outro problema apontado pelos jornalistas locais são os pontas. Orlando Berrío, negociado com Flamengo em janeiro por US$3,5 milhões (cerca de R$11 milhões de reais), era peça-chave no esquema e faz falta. Na ponta, Rueda vem promovendo um rodízio, mas ainda não encontrou o substituto ideal. Quem faz a função de jogador de velocidade é o Ibargüen na maioria das vezes. Dájome ou Mosquera são opções.

A saída de Borja para o Palmeiras, por outro lado, foi minimizada pela contratação de Dayro Moreno. O ex-atacante do Tijuana é o artilheiro do Nacional no Campeonato Colombiano, com cinco gols.

Confira a análise de jornalistas colombianos:

Como chega o Nacional para a partida?
Santiago Cadavid (Rádio La Voz de La Raza): Em geral, o Nacional chega bem para o jogo, está invicto no campeonato local, mas tem muitas dúvidas no time. O problema é que o clube não encontrou bons atacantes de lado, e isso tem afetado a equipe.

Yony Gutierrez (Radio Antena 2): O Nacional chega com alguns inconvenientes por causa de alguns jogadores que não conseguem alcançar a melhor forma: casos dos laterais Farid Dias e Daniel Bocanegra. Também há preocupação com jogadores titulares lesionados, como Felipe Aguilar, zagueiro central e também pelas ausências de Matheus Uribe e agora o Armani (goleiro) é dúvida.

O Nacional perdeu muitos jogadores desde o ano passado. O aspecto tático também mudou?                                                                                                                                                                             Santiago Cadavid: É o mesmo esquema tático, mas nesse ano há aumentado a posse de bola da equipe.

Yony Gutierrez: O Nacional perdeu muitos jogadores no ano passado e perdeu no aspecto técnico. No aspecto tático me parece que o time tenta manter o mesmo esquema. O time está sentindo muito a ausência de Orlando Berrío (negociado com o Flamengo).

Qual é o ponto forte da equipe?
Santiago Cadavid: O ponto mais forte é justamente a posse de bola, assim como a mentalidade ganhadora da equipe.

Yony Gutierrez: O ponto mais forte da equipe é a continuidade de Reinaldo Rueda, que manteve a identidade de jogo do time. Apesar dos vários jogadores que saíram, que está no Nacional sabe o que fazer em campo.

Em que aspectos o Nacional precisa melhorar?
Santiago Cadavid: Os atacantes de lado têm ficado aquém, e há uma instabilidade nesse aspecto que tem afetado o time do Nacional, uma vez que o Rueda gosta muito de usar os pontas para atacar.

Yony Gutierrez: O que o Nacional precisa melhorar e a contundência e eficiência dos extremos. Nacional era muito forte porque combinava as duas características, mas os pontas têm sido ineficientes nas últimas partidas.

Quem é o principal jogador do Nacional neste ano?
Santiago Cadavid: O melhor neste ano tem sido o Mateus Uribe

Yony Gutierrez: É o Mateus Uribe, e nesse momento sua ausência contra o Botafogo é uma preocupação. Mas o Nacional também tem também o Daryo Mareno e o Luis Carlos Ruiz

O Botafogo é o primeiro clube brasileiro a voltar a Medellín após a tragédia com a Chapecoense. Como acredita que a delegação será recebida pelos colombianos?
Santiago Cadavid: O clima será caloroso e de proximidade, como os jogadores puderam perceber na chegada à Colômbia

Yony Gutierrez: Os colombianos têm uma relação muito boa com os brasileiros. Não somente pelo Botafogo ou pela Chapecoense. O povo colombiano sempre teve um carinho especial com os brasileiros.

Como avalia o momento do Botafogo?
Santiago Cadavid: O Botafogo passa por um bom momento e é finalista da Taça Rio.

Yony Gutierrez: O Botafogo vem debilitado com as baixas de Montillo e Airton, mas é o finalista da Taça Rio e tem bons jogadores no elenco. Creio que conseguirá arrancar um empate em Medellín.

Palpite para o jogo
Santiago Cadavid: Aposto em 2 a 0 para o Nacional.

Yony Gutierrez: Meu palpite para a partida é empate. Se houver um ganhador, será o Nacional.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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