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Juninho revela mágoa por ter sido chamado de “amarelão” e “mercenário” e abre o coração sobre saídas do Botafogo

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Juninho foi um dos grandes nomes do Botafogo na segunda metade dos anos 2000, fazendo parte do Carrossel Alvinegro e tendo atuado por quatro temporadas, de 2005 a 2007 e em 2009. Com um canhão nas cobranças de falta, fez ao todo 27 gols com a camisa alvinegra, mas algumas situações ainda o deixam magoado.

Por conta de suas saídas para o São Paulo, ao fim de 2007 e para a Coreia do Sul, no fim de 2009, quando, inclusive, teve de cobrar salários atrasados na Justiça, Juninho foi chamado de mercenário por alguns torcedores e chegou até a ser rotulado como “amarelão” durante a campanha do Campeonato Brasileiro de 2009, quando o time se safou do rebaixamento na última rodada.

Juninho, que se aposentou e hoje é auxiliar-técnico da equipe profissional do Tigres, do México e técnico do sub-20, abriu seu coração para o torcedor botafoguense e esclareceu como chegou e como saiu do clube nas duas passagens.

Chegada ao Botafogo em 2005

“Naquela época, eu ganhava R$ 10 mil no Coritiba. O Botafogo me procurou, jogar no Botafogo é outro nível, com todo respeito ao Coritiba. Pensei em pedir uns R$ 12 mil por mês, não tinha empresário, nunca tinha negociado com clube nenhum e fechei assim. Falei para o meu pai: “Aceitaram muito fácil esse negócio” (risos). Quando cheguei para assinar o contrato, de um ano, levei um amigo advogado e o contrato era de dois anos com aumento de 20% no segundo ano. Assinei na hora, chorei com meu pai e minha esposa ao telefone. Isso é para quem ficou me chamando de mercenário quando saí para o São Paulo. Quando renovei, dos R$ 15 mil foi para R$ 22 mil em 2006.”

Temporada de 2007

“Em 2007, com o time bem, conversamos e o Botafogo me deu um aumento, dos R$ 22 mil praticamente dobrou para R$ 40 mil. Não era um salário ruim, mas nunca ganhei salários estratosféricos no Botafogo”

Saída para o São Paulo

“Meu contrato estava terminando, fiz 14 gols na temporada, tínhamos uma equipe incrível e chegou um momento em que faltavam cinco rodadas e conversamos sobre renovação. Já tinha tudo acertado para eu renovar por um ano mais com o Montenegro, iria dobrar meu salário. Falava para o meu empresário que queria assinar logo. Já tinha em mente que ia ficar, falava que iria ficar, mas ia adiando, passaram-se três, quatro semanas e nada. Nesse tempo, veio o São Paulo com uma proposta de três anos, campeão brasileiro, me pagando 30%, 40% a mais do que iria receber, aí falei que estava indo. O Botafogo, na época, já tinha vendido meu passe para a MFD como garantia, não tinha muito controle. O Botafogo falou que não tinha como cobrir a proposta, me agradeceu. Não foi nada de mercenário, foi uma oportunidade única que apareceu.”

“Era todo jogo gritos de “Fica, Juninho!” e eu fazendo gol, é um carinho que dinheiro nenhum paga, mas pensei na minha família, nos meus filhos. Saí sem o Botafogo me dever um real, o Bebeto (de Freitas, presidente na época) me pagou tudo. O São Paulo era o melhor time do país na época, o Muricy havia me ligado.”

Retorno para o Botafogo

“Tive muitos problemas com lesão no São Paulo. No fim do ano, apareceu a possibilidade de voltar para o Botafogo. O André (Silva, vice-presidente de futebol) me ligou. A MFD comprou outra vez meus direitos, eu diminuí meu salário uns 40%, retornei ganhando R$ 70 mil por mês. Falo isso porque tenho muito carinho pela torcida do Botafogo.”

Sofrimento em 2009

“Fiz um ano muito bom, estava uma pressão danada, alguns torcedores magoados por tudo que aconteceu em 2008. A culpa de muita coisa que acontecia em 2009 caía sobre as minhas costas. Diziam “Juninho amarelão”isso me machucava, de verdade. Escapamos do rebaixamento e a decisão de sair foi justamente por isso, porque queria continuar tendo o carinho pela torcida do Botafogo, não estregar minha relação que tive com eles. Acho que tomei a decisão certa (de sair), porque as pessoas ainda lembram de mim com carinho.”

Saída e briga na Justiça

“Eu tinha três propostas, uma da Coreia, uma da Rússia e uma do México, do Cruz Azul. Estava com três meses de salário atrasado no Botafogo, uns R$ 120 mil, eu deixei por R$ 80 mil para pagarem em dez vezes de R$ 8 mil, fizemos o contrato, tudo. Eles tinham acabado de receber US$ 1 milhão pelo meu empréstimo. Depois fui vendido para o México, eles pagaram algo como US$ 2,5 milhões, US$ 3 milhões, não me lembro exatamente, pensei que agora me pagariam. Nada. Eu tratava diretamente com o presidente (Mauricio Assumpção). Chegou um ponto que eu iria entrar na Justiça, porque me faltaram com a palavra. Confiamos na boa índole da pessoa e nada. Todo mundo saiu sem receber. Aí, tive que entrar na Justiça”.

Fonte: Redação FogãoNET


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