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Kanu destaca superação para viver bom momento no Botafogo: “Botei na cabeça que queria algo maior”

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Um dos principais jogadores do Botafogo na temporada é criado em casa. Kanu recebeu uma chance como titular após a saída de Joel Carli e, desde então, não saiu mais. Com 26 partidas na temporada e sendo um dos atletas com mais aparições pelo Alvinegro na temporada, o zagueiro comemorou o momento.

– Estou muito feliz com esse momento. Trabalhei bastante para ter essa oportunidade e eu não poderia deixar passar. Agora é continuar dando sequência, aprendendo a cada jogo, evoluindo. Estamos crescendo e vamos conseguir nossos objetivos – afirmou, em entrevista exclusiva ao Lance!.

Engana-se, contudo, quem pensa que o caminho de Kanu é marcado por flores e sucesso imediato. Aos 23 anos, o zagueiro vive a primeira temporada como titular. Em 2016, ele foi campeão brasileiro sub-20, mas não teve continuidade no profissional com os treinadores da época. Dois anos depois, sem espaço no time principal e com idade estourada para a base, foi emprestado à Cabofriense, mas não entrou em campo nenhuma vez.

– Via (o empréstimo) com bons olhos na época. Não estava tendo oportunidade aqui, nem espaço nos treinos eu tinha. Quando apareceu a Cabofriense, eu pedi para ser liberado, porque queria saber como era o mundo. Até então, não tinha visto nada no profissional. Fui para um clube que não tinha muito poder, vi a realidade de muitos amigos, funcionários. Botei na cabeça que queria algo maior para mim. Quando voltei, eu abri mão de muitas coisas para chegar nesse momento – lembra.

O empréstimo mudou a vida de Kanu. O zagueiro mudou hábitos, voltou ao Botafogo e continuou treinando afastado, sem chances com Zé Ricardo. Nunca desistiu. A chegada de Eduardo Barroca, contudo, foi uma virada de chave na vida do defensor: o comandante, que também estava na equipe campeã sub-20 em 2016, voltou a integrar o atleta ao time principal.

– Sempre trabalhei muito, fui dedicado. É isso que me mantém, é o que tenho como objetivo na carreira. Quero ser um belo profissional. Quando o Barroca falou que queria contar comigo, eu agarrei essa chance. As coisas foram caminhando naturalmente. Ano passado, eu fiz três jogos e chegou essa temporada para ter mais oportunidades – vibra.

A mudança de rotina de Kanu foi pensando em ter mais chances. Era um dos primeiros a chegar no Estádio Nilton Santos e um dos últimos a ir embora. A cabeça do zagueiro mudou e o 2020 vivido pelo camisa 3 é um reflexo disto: 26 jogos disputados, titularidade absoluta e confiança total no dia a dia no clube de General Severiano.

– Abri mão de muitas coisas. Não me arrependo em nenhum momento. Sou grato à muitas pessoas que me ajudaram a chegar aqui, em especial ao pessoal que está no clube. A preparação física, fisiologia, os fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos. Eu ouvi todos eles. Esse momento que vivo hoje não é só meu, é de todos eles e da minha família. Quero continuar crescendo, ter mais jogos aqui e ajudar a colocar esse clube onde ele merece estar – afirmou.

Liderança desde cedo

Quem acompanha a personalidade de Kanu dificilmente diz que ele tem 23 anos. Mesmo na primeira temporada como titular, assumiu uma postura de liderança no vestiário do Botafogo. O próprio zagueiro afirma que esta personalidade é necessária.

– Acho que um atleta profissional vai ganhando maturidade desde cedo. Comecei a fazer muitas coisas sozinho, tem que treinar, tem que ficar em pousada ou alojamento. Você ganha maturidade e chega uma hora que precisa assumir responsabilidade. Hoje, sou titular e tenho que ajudar o time dentro e fora dentro de campo. Tudo que eu posso fazer para manter o time ligado, eu vou fazer – admitiu.

Ao ser perguntado se pode ser considerado como um líder, Kanu prefere fugir dos rótulos. O camisa 3 prefere ficar com o apoio do grupo e com a intenção de ajudar sempre.

– Não, eu sou o Kanu. O Kanu que está aqui para trabalhar. Seja fora ou dentro de campo. Sou um cara bem tranquilo, estou aqui para ajudar seja como for. Queremos fazer bons jogos e com resultados melhores – completou.

Mais declarações de Kanu:

Relação com Bruno Lazaroni

– Nem sei como falar do Bruno… Esse tempo que fiquei de transição para o profissional, ele que esteve comigo. Ele cruzava bola para mim o tempo todo depois do treino, eu enchia o saco dele antes das atividades. Nossa oportunidade chegou junto. Eu até falei com ele: “Nós remamos juntos, chegou nossa hora”. A gente esperava trilhar um caminho de vitórias. É isso que ele merece pela pessoa imensurável que é.

Começo como atacante

– Era sub-17, eu joguei no Torneio Guilherme Embry e, na época, eu fiz avaliação de atacante. O Maurício (de Souza, atualmente no Flamengo) chegou no teste mesmo e falou que me via como zagueiro. Foi difícil a ideia, mas ainda bem que comprei. Na época, eu até não acreditei, mas acabou que eu escutei e, graças a Deus, isso mudou minha vida. Hoje eu amo essa posição, acho que de atacante, não dava pra mim não (risos). Até hoje agradeço a ele.

Kanu fora de campo

– Sou um cara bem tranquilo. Tenho minha esposa, Carol, minha filha, Sofia. Passo meu tempo livre inteiro com elas. Fico lá no Jardim Gramacho, em Caxias, onde me sinto bem e agasalhado pelos amigos e família. É lá que passo minha folga nessa vida corrida.

Amizade com Caio Alexandre

– Minha relação com o Caio é maravilhosa. Moramos perto, somos conterrâneos. A gente treina junto desde que subimos, vem pra cá (Nilton Santos) juntos. Na pandemia, a gente se aproximou ainda mais, já até viajamos juntos. Quando ele fez o gol, pareceu que foi meu por tudo que a gente trabalhou para chegar naquele momento. Foi feliz demais. Agora, ele virou artilheiro (risos), está ajudando demais a gente. Espero que continue assim.

União do elenco

– Nosso grupo é maravilhoso. O Paulo era um belo gestor e ajudava muito a gente. Infelizmente, ele se foi, chegou o Bruno. A gente abraçou ele da mesma forma que ele sempre nos abraçou nos treinos. Vamos continuar firmes e unidos nos nossos projetos para continuar crescendo.

Vitória sobre o Palmeiras

– Eu acredito que a gente precisava muito desses três pontos. Contra um time forte, elenco qualificado, invicto no Brasileiro. Deu confiança para a gente seguir nossa caminhada e saber que vamos colher tudo aquilo que estamos plantando aos poucos, tanto na tabela, quanto na Copa do Brasil. É jogo a jogo.

Evolução do jogo com a bola no pé

– Esse sempre foi meu jogo, desde os tempos de base. Sempre gostei de construir, sair jogando com segurança. Se tiver que dar um chutão para frente, eu dou. O que eu prego como zagueiro é ser seguro em todos os jogos. Vão passando os jogos e as pessoas vão conhecendo ainda mais as características do Kanu, eu acho que essa é uma boa (risos).

Keisuke Honda

– Como jogador, não preciso nem falar dele. Como pessoa, ele ajuda demais. Mesmo com a questão da língua, ele fala muito, tenta ajudar bastante, tem alguns aqui para traduzir para a gente. A gente vê dentro de campo o quanto que ele consegue produzir.

Fonte: Terra / Foto de Capa: Divulgação – Botafogo


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