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Lembra dele? Hoje na França, Cidinho recorda momentos no Botafogo e parceria com “pai” Seedorf

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Revelado pelo Botafogo, Alcides de Souza Faria Júnior, o Cidinho, chegou aos profissionais do clube sob grande expectativa. O meia, que começou no Alvinegro aos oito anos de idade, era tido como grande promessa da equipe. Não por acaso, em 2011, já na primeira temporada, atuou por 19 vezes e marcou um gol.

No ano seguinte, foram 18 jogos e quatro gols. A partir daí, conviveu com lesões seguidas no joelho, que abreviaram sua passagem pelo Botafogo. Em 2015, Cidinho deixou o Alvinegro após 14 anos. Na bagagem, acumula um título carioca (2013), uma Série B (2015) e amizades de longa data com funcionários do clube.

Hoje na França, o meia, declaradamente torcedor do Botafogo, diz que acompanha a paixão à distância.

— Acompanho de longe, ainda tenho muitos amigos no clube. O pessoal da comissão, da rouparia, do staff… Os jogadores que conheço hoje são poucos, mas têm alguns ainda. Sou botafoguense desde pequeno. Entrei no Botafogo com oito anos de idade, saí com 22. Eu vivi mais no clube que na minha casa. O Botafogo para mim foi minha vida. Agradeço o apoio dos torcedores que sempre me mandam mensagem na internet. Infelizmente, não consegui dar a alegria que todos esperavam – lembra.

Seedorf e Cidinho

Maior contratação do Botafogo na temporada de 2012, o astro holandês Clarence Seedorf foi apresentado à torcida antes da partida contra o Bahia, em julho daquele ano pelo Campeonato Brasileiro. Curiosamente, o nome do jogo foi Cidinho que marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre os baianos no Estádio Nilton Santos.

O meia, natural de Mesquita, baixada fluminense do Rio, foi “adotado” pelo craque holandês. Com enorme experiência no futebol mundial, Seedorf costumava aconselhar os mais novos do elenco alvinegro.

Apesar de todo aprendizado acumulado, Cidinho deixou o Botafogo em 2015. Para o jogador, a sequência de lesões no joelho foi determinante para a não permanência no clube, do qual não guarda qualquer mágoa.

— Infelizmente, eu só tive 47 jogos. Nas últimas três temporadas, eu praticamente não joguei porque tive a lesão no joelho. Nos dois primeiros anos de profissional, acho que consegui fazer boas apresentações com a camisa do Botafogo. Até por isso sou lembrado por muitos torcedores. Para mim, a lesão foi o determinante. – pontua.

Retorno após cirurgia

Cidinho rompeu o ligamento direito em março de 2013 e só voltou aos gramados no ano seguinte.

— Operei, tive complicações. Demorou 9, 10 meses para voltar e assim que voltei, tive uma nova lesão no joelho, aí ficou mais difícil para mim. Quando voltei, a equipe estava na Série B e estava bem, ganhando. Não tive oportunidade, mas eu entendo, porque estava muito tempo sem jogar. Fomos colocados para treinar separadamente, mas não tenho o que reclamar. Teve a lesão que me atrapalhou, não pude dar sequência. Minha vida seguiu, não tenho que ficar lamentando. São coisas que acontecem na vida, a gente não tem como controlar – garante.

Do período no profissional do Botafogo, o apoiador só lamenta não ter retribuído à expectativa da torcida.

— A minha saída, infelizmente, deixou aquele vazio. Muitos tratam como “bichado”. A gente que joga futebol escuta esse tipo de coisa, que não é legal. Como eu digo, não temos como prever as coisas. Acontece! Eu, mais do que ninguém, não queria que tivesse acontecido isso na minha carreira. Peço desculpa por não ter conseguido dar tantas alegrias quanto eles esperavam – disse.

Botafoguense declarado, Cidinho até hoje é lembrado com carinho pelos torcedores. O meia, inclusive, recorda um episódio curioso nas últimas férias que passou no Brasil.

— A torcida lembra muito de mim. Nas últimas férias que estive no Brasil, no meio do ano passado, quando desci do avião, o rapaz que trabalhava pela companhia me abordou. Ele perguntou quando eu ia voltar para o Fogão. A minha esposa até ficou surpresa com a lembrança – afirma.

Carreira pós-Botafogo

Depois de deixar o Botafogo, Cidinho rumou à França. No país europeu, viu nascer sua filha Dudinha e renascer seu futebol.

Contratado na temporada 2016/17 pelo Avenir Béziers, da terceira divisão local, o meia estreou com vitória e dois gols. Apesar do bom início, perdeu espaço no time principal e passou a figurar no time B.

Sem oportunidade na Europa, acertou com o Air Force United, da segunda divisão da Tailândia, mas com dificuldades de adaptação, deixou o clube após três meses. Desde então, está sem clube.

Aos 27 anos e com a família adaptada à Europa, Cidinho não pretende voltar ao Brasil. O meia espera voltar a atuar na próxima temporada e revela o provável destino.

— É voltar a jogar agora na próxima temporada, 2020/2021 e atuar aqui na França, onde já estou adaptado. Está praticamente certo o meu retorno ao Avenir Béziers. Importante que estou bem, não tenho mais problema de lesão. Minha filha, que é a coisa mais importante da minha vida, está bem aqui. Estou preparado para o que vier – garante.

Em meio à pandemia do coronavírus, mantém a forma fazendo treinos por conta própria à espera do retorno ao antigo time.

— O clube está todo fechado. Só devo jogar oficialmente na próxima temporada, até porque essa está para acabar. Não sei muita coisa. Estou mantendo a forma aqui. Quando acabar tudo, vou começar os treinamentos e preparar para a próxima temporada – finaliza.

Fonte: Fogo na Rede


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