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Com apenas 19 anos, Luis Guilherme já carregava nas costas o protagonismo nas seleções de base, uma passagem pelo Arsenal e a certeza de que o sucesso na meta do Botafogo era mera questão de tempo. Afinal, desde os 15, o goleiro colecionava experiências com o elenco profissional e brilhava nas categorias inferiores do Alvinegro. No entanto, em 2011, o carioca da Pavuna decidiu “assumir o risco” e passou a dividir a atenção, antes depositada só ao sucesso no futebol, com outra frente: o mundo acadêmico.

A joia alvinegra ingressava na faculdade de psicologia e tinha, a partir dali, a corrida tarefa de conciliar o tempo entre o Botafogo e a universidade. Seis anos se passaram desde então. E a expectativa criada em cima do goleiro que outrora despontava nas seleções de base ao lado de Neymar e Philipe Coutinho, também. Luis Guilherme não teve o contrato renovado pelo clube no ano passado. Saiu, até tentou ingressar no Villa Nova-MG no início de 2016, mas optou por dar uma pausa na carreira para voltar o foco exclusivamente na finalização do curso, que acaba no fim deste ano.

– (Está acabando) Graças a Deus. Não aguento mais (risos). São seis anos. É uma loucura. Quero acabar logo com isso. Não quero deixar para depois. Vou abdicar do futebol agora para garantir o meu diploma. Estou acabando a faculdade, estou em semana de provas, voltando a treinar aos poucos. Meu objetivo é acabar a monografia agora que é sinistro. Depois que formar, meu objetivo acabando a faculdade em dezembro, se tudo ocorrer bem, livre dessa pressão, aí é correr atrás do prejuízo – disse o goleiro, que, aos 24 anos, projeta retornar aos gramados em 2017 após a formação acadêmica.

– Eu quero engatar. Não quero ficar marcado por ser uma promessa que não vingou. Sei que o mercado não é mais o mesmo, já vieram outras gerações, mas a gente nunca pode desistir do objetivo. Fiz uma escolha bem arriscada, mas bem consciente. Mas eu vou concluir e, se tudo der certo, vou retomar ao futebol ano que vem, sem o peso da faculdade, com aquela tranquilidade – disse.

Pelo Botafogo, Luis Guilherme ficou por cerca de 12 anos. Presença constantes nas seleções brasileiras de base (na mesma geração que contava com Wellington Nem, Philippe Coutinho e Neymar), chamou rapidamente a atenção de diversos clubes do exterior, como o Arsenal, da Inglaterra, onde passou por um período de treinamentos em 2009. Retornou ao Alvinegro, foi emprestado a Boavista, Bangu e Bonsucesso – não conseguiu despontar em nenhum – e chegou a fazer um “tour” pela Europa para um treinamento entre os profissionais de Manchester City e Blackpool (Inglaterra) e Lyon (França) na temporada 2011/2012.

Período que proporcionou a Luis Guilherme a oportunidade de jogar ao lado de nomes como Umtiti (hoje no Barcelona), Fábregas, Wilshere, Szczęsny, Yaya Toure e Joe Hart.

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– Eu aprendi muita coisa mesmo (nos clubes europeus) no sentido de evoluir. Conheci, passei perto de alguns jogadores como o Yaya Toure, uma galera bacana daquelas. Então foi uma experiência muito boa, de poder interagir. Para mim foi muito bom. Eu vejo mais como um momento de crescimento muito mais pessoal, porque eu pude crescer, aprendi outras coisas além do futebol. Isso me enriqueceu em termos de cultura, de aprender outro idioma, conhecer outro país.

Longe dos gramados e dos holofotes que o acompanharam desde muito cedo, Luis Guilherme tem se dedicado totalmente às atividades acadêmicas. No último período da faculdade, ele retornou, inclusive, à velha casa, o Botafogo, para realizar uma delas.

– Eu fiquei um período de trinta dias no clube. Foi uma experiência bem breve, mas enriquecedora, porque pude ver o futebol por um outro lado. Fiquei fazendo uns relatórios. Não foi um estágio, porque o Botafogo, por uma política, alguma coisa, não permite mais – destacou o goleiro.

Blogueiro?
Nesse espaço de tempo fora do mundo da bola, Luis Guilherme ainda tem se aventurado em outra área. O goleiro e estudante criou o Pensamento Além da Meta e, por hobby, tem escrito sobre política, futebol e “tudo mais”, como ele próprio descreve.

– Agora ele (o blog) está até meio abandonadinho, o nome é Alem da Meta. Aí nesse blog eu escrevo sobre várias paradas, futebol, política, de tudo. É mais um hobby mesmo, aí pego e escrevo alguns textos – brincou Luis Guilherme, que em suas postagens, claro, não esquece do Botafogo.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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