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Loco garante: “Vou ser treinador do Botafogo”

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Catorze dias depois da apresentação, a loucura começou em Bangu. Nesta terça-feira, Sebastián “Loco” Abreu fez seu primeiro treino com a camisa do Alvirrubro. O veterano escapou do calor típico do bairro – a equipe faz pré-temporada em Vargem Pequena – mas não das perguntas dos jornalistas, que estiveram em número bem maior do que o normal para uma atividade de um clube de menor expressão. Em coletiva, o atacante prometeu que um dia irá comandar o Botafogo, o Nacional-URU e até a seleção do Uruguai, mas sem pensar em adeus breve.

– Não é só que eu quero ser (treinador do Uruguai) não, eu vou ser! Na hora certa, quando chegar o momento, vou ser técnico do Botafogo, do Nacional, da seleção do Uruguai. O destino está marcado, é só procurar. Está aqui na minha cabeça. Tem que ter paciência, que na hora certa a oportunidade vai chegar.

Mas antes de trocar a grande área pela de treinadores, o atacante de 40 anos ainda quer balançar muito as redes. Ainda goleador, Loco Abreu garante que ainda tem espaço para continuar jogando por algum tempo.

– Quanto tempo eu ainda jogo? Se me entregar a bola e continuar botando na rede, o telefone continuar tocando, tem que continuar jogando (risos). É isso aí, não tem papo furado. Tem menino de 22 anos que não faz gol… Está fora. Se um garoto de 40, como eu, continua fazendo gol… Tem que continuar jogando, filho, fazer o quê? (risos) O treinador gosta de gol. Se você faz gol, vai para dentro.

Sobre a expectativa de enfrentar o Botafogo, o uruguaio se derreteu mais uma vez ao clube. Torcedor, o atacante não vê problema em comemorar caso marque sobre o Alvinegro.

– O jogo é em Moça Bonita, né? Não é no Niltão. Se a diretoria acha que é melhor trocar, jogar no Niltão seria ótimo. É o estádio onde sou o maior artilheiro. Eu sou Botafogo, ninguém vai esquecer isso. O carinho é para toda a vida. Passados os 90 minutos, que eu vou querer ganhar, eu volto para a parede da sede, como ídolo. Comemorei gol sobre o San Lorenzo e me xingaram. Faço contra o Defensor, me xingam também. Gol é o melhor momento do futebol, tem que comemorar. Não comemoro o gol porque é contra os torcedores, comemoro porque eu fiz o gol. Se eu fizer o gol, vai depender da situação do jogo, mas posso comemorar – explicou.

Confira a íntegra da coletiva de Loco Abreu:

Primeiras impressões e preparação

É, a gente já está enturmado mesmo. A molecada é muito simpática mesmo, está muito empolgada, tem um sonho pela frente. Tomara que eu possa ajuda-los nessa caminhada, nessa iniciação que eles tem no futebol. Além disso, tem que se preparar bem, a gente sabe que o Carioca é pegado, tem muitos jogos com clima quente.

Grande repercussão

Para mim essa situação é normal. É bom para o Bangu, mas para mim é normal. A responsabilidade passa para mim, e posso liberar a molecada para jogar bola. Eles estão felizes que chegou um jogador de importância para jogar aqui. Na resenha, ontem, eles perguntaram como foi enfrentar alguns jogadores, como foi jogar Copa do Mundo. Para mim é muito legal, ver o carinho dos companheiros. Eles sabem a característica que a gente tem, aproveitar o que a gente tem de melhor, a bolinha na cabeça (risos). Claro que tem isso. A conversa é fundamental para a gente se conhecer e tirar proveito disso.

Mudança na Copa do Mundo e carreira de treinador

Tinham que ter feito antes, para o Uruguai jogar mais Copa do Mundo (risos). Para mim está bom porque eu vou ser treinador da seleção e vai ficar mais fácil. Não é só que eu quero ser não, eu vou ser! Na hora certa, quando chegar o momento, vou ser técnico do Botafogo, do Nacional, da seleção do Uruguai. O destino está marcado, é só procurar. Está aqui na minha cabeça. Quem tem cabeça ruim fica para trás. Não adianta dizer que é sorte. Cabeça positiva sempre traz boas coisas. Tem que ter paciência, que na hora certa, a oportunidade vai chegar.

Futebol “às antigas”

A gente falou de tática, obviamente. Sobre a presença do centroavante, ficar perto e segurar a bola quando o time chegar, enfim. O cruzamento é sempre uma possibilidade de finalização, normalmente a gente já faz isso no futebol. É no treinamento que você consegue entrosamento com o companheiro de ataque. Os jogadores que chegam de lado para fazer cruzamento, no jogo não tem todo esse tempo. A qualidade dele no cruzamento vai fazer a diferença pra dentro da área a gente fazer gol.

Única exigência: “Bolinha na cabeça”

A gente fala, eles sabem a característica que a gente tem, para poder ser útil. O meia, o atacante que chega na ponta, podem aproveitar o que a gente tem de melhor, aproveitar essa possibilidade. O futebol hoje com a marcação que tem, é muito pegado, muitas vezes na conversa você tira vantagem. a conversa é fundamental para gente se conhecer e tirar proveito disso

Pensamentos para o futuro

Eu penso muita coisa, mas se eu falar vai dar merda (risos). Vamos deixar assim, que é melhor, não dá confusão. Por enquanto a gente está centrado no Carioca, em voltar a fazer o Bangu que a gente conhece, trazer o clube de volta ao cenário nacional, resgatar a imagem. Não podemos voltar ao passado, mas você pode resgatar a imagem, que o torcedor olhe o time, que acredite nele. O torcedor tem que pensar “como está jogando o Bangu”, o Bangu que a gente sempre viu, que os livros falam, como a gente conhece. Muitas vezes você joga no time sem saber a história dele, a tradição. Transmitir isso é importante, saber obviamente que os grandes tem obrigação de sair campeões do Carioca, mas a gente jogo a jogo quer fazer nossa história também. Quem não sonha está fora, pode ir embora. Aqui tem que sonhar, depois a gente vê se sonha alto ou não.

Comemorar gol sobre o ex-clube

Sempre comemoro gol. Comemorei gol sobre o San Lorenzo e me xingaram. Faço contra o Defensor, me xingam também. Gol é o melhor momento do futebol, o gol tem que comemorar. O problema é que a gente está com uma enfermidade agora, que se a gente comemora gol, está contra os torcedores. Não comemoro o gol porque é contra eles não, comemoro porque eu fiz o gol. Se eu fizer o gol, vai depender da situação do jogo, mas eu sou Botafogo, eu vou continuar na história deles, o torcedor não tá nem aí para isso. Sobre fazer gol contra time grande, é claro que é diferente, mas contra quem quer que seja, eu sempre vou querer ganhar.

Estrangeiros no Brasil

O Brasil dá a possibilidade aos jogadores estrangeiros. A maioria é de qualidade. É sempre diferente falar em futebol brasileiro. Futebol brasileiro é alto nível, qualidade. No pessoal, para mim é um orgulho jogar o Carioca. Tem que aproveitar, tem que cuidar da possibilidade, jogador estrangeiro que chega e não aproveita não volta mais.

Motivação

Minha motivação continua sendo a mesma, desfrutar o futebol, ser competitivo, não muda nada de quando tinha 18 anos. Quero ser campeão, agora tenho visibilidade, se está tudo bem é com o time, se está ruim é com você. A responsabilidade aumenta, mas ainda amo o que faço.

Longe do adeus

Quanto tempo eu ainda jogo? Se me entregar a bola e continuar botando na rede, o telefone continuar tocando, tem que continuar jogando (risos). É isso aí, não tem papo furado. Tem menino de 22 anos que não faz gol… Está fora. Se um garoto de 40, como eu, continua fazendo gol… Tem que continuar jogando, “filho”, fazer o quê? (risos) O treinador gosta de gol. Se você faz gol, vai para dentro.

Reencontro com o Botafogo e Engenhão

O jogo é em Moça Bonita, né? Não é no Niltão. Se a diretoria acha que é melhor trocar, jogar no Niltão seria ótimo. É o estádio onde sou o maior artilheiro. Eu sou Botafogo, ninguém vai esquecer isso. O carinho é para toda a vida. Passados os 90 minutos, que eu vou querer ganhar, eu volto para a parede da sede, como ídolo. Comemorei gol contra o San Lorenzo e me xingaram. Faço contra o Defensor, me xingam também. Gol é o melhor momento do futebol, tem que comemorar. Não comemoro o gol porque é contra os torcedores, comemoro porque eu fiz o gol. Se eu fizer o gol, vai depender da situação do jogo, mas posso comemorar.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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