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Marcinho chega à metade do tratamento e lamenta interrupção do “melhor momento da carreira”

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Lateral está em recuperação desde os primeiros dias de janeiro e absorve baque após terminar 2019 com titularidade e convocação. Médico do clube explica trabalho em meio a quarentena

Marcinho se reapresentou em janeiro à espera de um grande 2020 pelo Botafogo. Depois de duas temporadas como titular e uma convocação para a seleção brasileira, o jogador planejava começar com todo o gás o que poderia ser o melhor ano da carreira. Expectativa que virou decepção ainda nos primeiros dias de treino.

Tudo ficou em risco com a lesão séria no joelho sofrida ainda nos primeiros dias do ano e o diagnóstico médico de retorno apenas na metade da temporada. O lateral-direito conversou com o GloboEsporte.com sobre os primeiros meses atípicos de trabalho, que ficaram ainda mais estranhos devido à pandemia do novo coronavírus.

– A expectativa era a melhor possível. Terminei o ano em alta, com convocação. Vivia o melhor momento da carreira. É um baque, porque eu tracei metas, objetivos, queria coisas maiores, mas estou tranquilo, com a cabeça boa. Me sinto bem com o futebol, lido de uma maneira diferente, mais tranquila do que em relação à minha primeira lesão – disse.

Tratamento chega à metade

Nos dois primeiros meses, os dias de Marcinho foram concentrados no departamento médico e na fisioterapia do Botafogo. Desde o último dia 16, no entanto, o jogador ganhou mais um desafio: a quarentena. Agora, o atleta fica entre os cuidados para não contrair a Covid-19 e o esforço para finalizar o tratamento.

– Às vezes, consigo trabalhar na praia, mas eles proibiram areia também nos últimos dias. Procuro fazer reforço muscular, essas coisas e, por esse lado, a quarentena está me ajudando, pelo menos no sentido de tempo perdido. Está todo mundo parado também – contou.

Depois de três meses dedicados à fisioterapia, Marcinho está quase pronto para passar ao estágio final, a transição física. O coordenador médico do Botafogo, Christiano Cinelli, projeta que o atleta estará liberado para recobrar o condicionamento no final de abril.

– O Marcinho está entrando no quarto mês de pós-operatório. Está muito bem, fazendo fisioterapia com orientação dos profissionais do Botafogo. Em breve, voltará à parte física. Dentro do possível, é claro, nessa situação do coronavírus. Vamos tentar fazer com que a parte física dele não seja tão alterada, mas depende de como ele vai evoluir. Esperamos que até o fim do mês, ele acabe essa parte inicial para iniciar a transição – explicou Cinelli ao GloboEsporte.com.

– A previsão era de cinco ou seis meses e cheguei na 12ª semana, três meses. A quarentena muda a intensidade do tratamento. Faço três vezes na semana na casa do meu fisioterapeuta. Nos outros dias, eu tento fazer algumas coisas, mas dentro da limitação que eu ainda tenho – completou o jogador.

Bate-bola com Marcinho

Como tem sido o dia a dia e o contato com o clube?

Faço fisioterapia às segundas, quartas e sextas. Nos outros dias da semana, eu tento complementar de alguma maneira. Com o clube, a gente tem um grupo e se comunica por lá. Agora, um pouco menos, porque entramos em férias. Antes disso, o professor Paulo (Autuori) passou alguns vídeos sobre tática. O Capella (preparador físico) passou uma cartilha para quem estava jogando.

Disputa por posição

Barrandeguy é um jogador uruguaio, de muita luta, garra, marcação, tem as qualidades dele. Junto com o Fernando, é uma disputa aberta. Quero voltar logo e jogar, mas sempre respeitando os meus companheiros de posição. Está sendo uma disputa sadia. Cada um tem os próprios objetivos individuais, mas os objetivos coletivos são sempre os mesmos.

Contato com Autuori

O meu networking de futebol, graças ao meu pai e aos meus tios, é muito bom. Então, já conhecia o professor Paulo. Não pessoalmente, mas por histórias. O meu pai mesmo foi treinado por ele. Pelo pouco que tive de contato, deu para conhecer melhor. Falo bastante com o professor Renê também, que é o auxiliar técnico. Ainda não conheço no trabalho de campo do dia a dia, mas esse contato pessoal tem sido muito bom.

Primeira impressão sobre Honda

Troquei uma ideia rápida com ele, até porque o diálogo não é tão simples. Dentro de campo será mais fácil. Foi só um papo furado mesmo, mas parece ser um cara bem legal, bem tranquilo. Foi uma grande contratação do Botafogo, é um grande jogador, que passou por outros grandes clubes e é referência no país dele. Pelo que vimos até agora, o saldo é muito mais positivo. Algo negativo poderia ser a idade, mas, pelo que vi treinando, está muito em forma. Foi uma grande contratação.

Como avalia o início de ano do Botafogo?

Tem muito pouco para ser avaliado nesse início de temporada. Na competição que é a mais importante, a Copa do Brasil, vencemos e passamos de fase. Ainda é pouco para avaliar. Por enquanto, vejo como positivo esse início de ano. Sobre desempenho, o jogo contra o Paraná foi muito bom, gostei muito do jogo. Os piores foram os do início da temporada. Time desentrosado, cheio de garotos, mas nada que não seja ajustável.

Fonte: Globoesporte.com


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