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Mauro Beting: “Sem o Botafogo, o Brasil não seria pentacampeão mundial. Deveria ter mais títulos”

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Um dos melhores jornalistas e cronistas do Brasil, reconhecido pela capacidade de gerar conteúdo em diversas plataformas e valorizar a história, Mauro Beting rasgou elogios ao Botafogo. Em live no canal do Daniel Braune, o comentarista lembrou a importância do clube para a Seleção Brasileira e citou que merecia ter mais conquistas.

– O Garrincha jogou por todos em 1962. Se não fosse ele, o Brasil não seria bicampeão mundial e se não fosse o Botafogo, o Brasil não seria pentacampeão mundial. Ninguém deu tantos campeões mundiais como o Botafogo. Por todos os jogadores maravilhosos e grandes equipes que teve, o Botafogo tem menos conquistas do que deveria ter. Pela excelência de jogadores, mas deu o azar que o auge coincidiu com o do Santos e com o do Palmeiras também. O Botafogo deveria ter mais títulos, mas mesmo não tendo, merece o respeito enorme da história – afirmou Mauro Beting, que vê o Botafogo como um dos clubes brasileiros mais prejudicados pela arbitragem historicamente, ao lado do Atlético-MG.

Na opinião do jornalista, a tradição do Botafogo deve ser valorizada, assim como a paixão do seu torcedor.

– Por que você é Botafogo? Seu avô talvez por causa do Heleno, seu pai por causa do Garrincha, você por causa do Túlio, outro pelo Loco Abreu, outro pela temporada maravilhosa do Maicosuel. Pode ser pelo escudo mais bonito do mundo, pelas camisas, pelas meias cinzas, por General Severiano, pelo nome que é muito bonito, pode ser pelo Cremilson e pelo Puruca, pode ser pela camisa 7, não importa, é paixão. Conhecer história é fundamental. Vive de passado quem tem história, não museu. Contar é fundamental. O Botafogo tem uma história maravilhosa, o futebol mundial deve demais ao Botafogo, como as últimas administrações devem demais ao Botafogo e a muita gente – destacou.

Orgulho por prefácio de livro sobre General Severiano

Torcedor declarado do Palmeiras, Mauro Beting se orgulha de ter escrito o prefácio do livro “General Severiano: 100 anos de um campo glorioso“, em 2013.

– Um dos textos que mais fico feliz de ter feito na minha vida foi há sete anos, sobre o centenário de General Severiano. É um texto de um livro muito bonito, da BB Editora, fiz a pedido do então editor, hoje falecido. À época a direção não queria publicar o texto no livro, porque eu não era botafoguense, o que entendi, então, publiquei no meu blog no “Lance!”. Teve repercussão tão legal com a torcida que entrou no livro. Nunca vou esquecer que no lançamento estavam Adalberto, Carlos Roberto, Mauricio, diretoria, botafoguenses, fiquei muito honrado e lisonjeado. Nenhum clube tem tantas intelectualidades quanto o Botafogo, em várias áreas, literatura, cinema e música, quase todos são Botafogo. Então, alguma coisa o Botafogo tem – completou.

Veja o vídeo no Canal do Daniel Braune:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal Daniel Braune

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