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Montenegro critica “injustiça” na divisão de cotas de TV e diz: “No Botafogo estamos em pandemia há 25 anos”

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A difícil situação financeira do Botafogo, com cerca de R$ 1 bilhão em dívidas e problemas com bloqueios, foi comentada pelo ex-presidente, Carlos Augusto Montenegro, em entrevista ao Esporte Interativo. O dirigente criticou a diferença nos direitos de transmissão e citou que o clube está acostumado com a adversidade, novidade para outros durante a pandemia do novo coronavírus.

– Desde o momento que houve injustiça total de divisão de cotas de TV, desde o Clube dos 13, o Botafogo convive com a falta de dinheiro, ficamos muito atrás de Flamengo, Corinthians, Palmeiras etc. Ao longo dos anos, dá uma diferença grande. No Botafogo estamos em pandemia há 25 anos, com falta de recursos e sabemos segurar. Agora, nem sofremos tanto quanto os outros. A pandemia deixou até clubes muito ricos em situação difícil, quem era pobre já sabe conviver com isso. Nosso planejamento é o mesmo, tanto para a volta do futebol quanto para honrar compromissos financeiros – explicou Montenegro.

Problemas com salários

O ex-presidente alvinegro comentou sobre o atraso de salários e como o clube pretende honrar os compromissos.

– Não sei se vai chegar a três meses atrasados. Conseguimos atravessar a fase ruim sem reduzir salários. No Botafogo tem o lado do funcionários, que atuam na sede, parte social e esportes olímpicos e tem o pessoal do futebol, que vai ser separado no Estádio Nilton Santos com o clube-empresa. Tem que haver separação no orçamento. O que se tem conseguido é liberação na Justiça, o dinheiro vai para o Sindicato e paga parte das folhas. Outra coisa é a folha dos jogadores, sofremos mais, mas os recursos aparecem, às vezes, em acordos ou pré-venda de jogadores. Administramos as duas coisas, apesar de ainda não haver a separação – detalhou Montenegro.

– Pode ser que o clube use as medidas da MP (suspensão ou reduções salariais), podem ocorrer mais demissões, porque tem que preparar para o futuro. O grande problema foi que o futebol sempre sustentou o clube inteiro. A partir do momento que separar, fundos de investimento vão aparecer para pagar as dívidas do futebol, a parte social vai sofrer. Tem que se preparar para viver sem isso. O plano continua, com pandemia ou sem pandemia – acrescentou.

Sem se aprofundar sobre Botafogo S/A

O dirigente manteve a política de evitar comentar o projeto de clube-empresa, que está em fase final.

– Não temos dinheiro, temos ideias e propósitos, o que não temos é previsão. Tudo vai ser feito na sua hora. Investidor tem – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Esporte Interativo / Foto de Capa: Reprodução/Facebook


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