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Montenegro diz que Botafogo e Fluminense são professores, critica Ferj e dispara: “Rasgaram o protocolo da decência”

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O Botafogo teve negado o pedido nesta quinta-feira (18), junto ao TJD-RJ, para ter 10 dias de preparação da parte física, com o objetivo de voltar a atuar pelo Campeonato Estadual. Faltam duas rodadas para terminar a Taça Rio, contra Cabofriense e Portuguesa. A diretoria já avisou que não aceita a imposição da Federação para entrar em campo no mês de junho. O departamento jurídico vai recorrer ao STJD. Ex-presidente e integrante do Comitê Gestor de Futebol, Carlos Augusto Montenegro disparou contra a postura da FERJ.

“A Federação marcou nosso jogo para segunda. Impossível! É uma decisão da Federação e dos clubes na contramão do mundo, totalmente sem pé nem cabeça. Ninguém diz o motivo dessa decisão. Está nas mãos da FERJ e dos outros clubes, ou eles aceitam colocar os jogos em julho, tiram as partidas dessa tabela maluca, ou então, terminam o campeonato entre eles. Eu sou filiado à Federação. A FERJ recebe uma comissão do Botafogo e de todos os clubes de 5% para zelar pelos nossos interesses. A Federação tem que trabalhar para os clubes. Botafogo e Fluminense são centenários, os mais velhos entre todos os clubes do Rio de Janeiro. Botafogo e Fluminense são professores e deveriam ser respeitados pelos alunos. Faz uma reunião com todos os filiados, não na calada da noite. Monta uma tabela sábado e chega na segunda empurrando goela abaixo. Vocês da Tupi podem conferir com o pessoal da Federação, Flamengo, Vasco, Resende, Cabo Frio, Madureira e Boavista que estavam presentes na reunião. Tô sentindo que estamos sendo excluídos, simplesmente porque a gente teve medo da doença. Sempre dão um jeitinho de regulamento, estatuto daqui e dali. Dão jeito de não convidar os filiados que são os professores. Botafogo e Fluminense são decanos. Falta de respeito, delicadeza, responsabilidade, ética e dignidade”, disse com exclusividade ao Tupi.fm.

Montenegro afirma que o Botafogo está pleiteando apenas um período para treinar. O elenco se reapresenta no próximo sábado no estádio Nilton Santos.

“A única coisa que nós estamos pedindo é ter o direito de 10 dias de preparação. Aí começa, porque não treinou? Porque não quis! Eu tava com medo, medo dos meus funcionários, das pessoas do grupo de risco, dos jogadores e da minha comissão técnica. Treinei na hora que poderia treinar. Ah, mas os outros treinaram… Parabéns! Eles terão vantagem, são corajosos. Os treinos foram liberados e não eram obrigatórios. Foi uma vergonha! Rasgaram o protocolo da decência. Esse era para ser o primeiro protocolo antes de qualquer regra de saúde, sanitária, de máscara e testes. O presidente da Federação e de outros clubes são do grupo de risco. O Rubinho não vai ao jogo, eu também não estou indo. O Alberto (Macedo), do Resende, também não vai, mas a comissão técnica e funcionários do clube estarão lá. Eles estão afastando a gente das reuniões fazendo o que bem entendem. Antigamente, tinha que ser decidido por unanimidade, hoje vale a maioria”, reclamou.

O dirigente ainda citou a questão que envolve a televisão. Em nota, a TV Globo condicionou transmitir os jogos com a parte da saúde feita com responsabilidade, não garantindo todas as partidas. Montenegro afirmou que a TV pode não pagar aos clubes o restante do Estadual.

“A FERJ recebeu uma carta da Globo dizendo que a empresa comprou um produto com 12 times. Quero saber se o campeonato vai acabar com 12 ou 10. A Federação vai responder. Se terminar com 10 clubes, a Globo não vai pagar. Vai ter todo direito de não pagar, porque ela comprou uma coisa e tá recebendo outra. Isso por causa de três dias de diferença. A Federação e os clubes estão numa birra por isso. Esses três dias têm zero importância para a Federação e os times. São importantes para Botafogo e Fluminense? São! Porque teremos, no mínimo, 10 dias para treinar”, afirmou.

Montenegro falou o motivo de não ter retornado aos treinos anteriormente, assim como Flamengo, Vasco e outros fizeram.

“O Botafogo demorou um pouco mais para retornar da paralisação porque tava respeitando as autoridades pedindo o isolamento. Respeitamos famílias e os mortos. São entre 1.200 e 1.300 mortos por dia. Isso significa a queda de 10 aviões no Brasil por dia. A gente acha que ainda é um momento de solidariedade e respeito. Fizemos os testes, os resultados ficaram prontos, agora estamos fazendo os exames médicos dos jogadores. A ideia é recomeçar no sábado. Estamos pedindo 10 dias depois de uma paralisação de 100. O ideal seria ter 20 ou 25 dias para treinar. Pedimos o mínimo possível. Está todo mundo com pressa, mas com pressa de quê? Outra competição, se tiver, será só em agosto. Não vamos jogar outra competição em julho. Teria algum nexo voltar agora, caso tivesse outra competição para jogar em julho. Eles querem correr para terminar o campeonato e depois ficar 40 dias parados.”

Por último, o ex-presidente foi taxativo ao afirmar que não existe possibilidade de mudança na visão do Botafogo.

“Óbvio que não vai ter jogo dia 22 e 25. Tem jogo hoje com o Brasil batendo recorde de 1 milhão de casos e quase 50 mil mortos. Vão comemorar num jogo com portões fechados, no Maracanã. Só no Brasil acontece isso. Aliás, só no Rio de janeiro acontece isso. Em nenhum estado está acontecendo essa situação. Já nem estou falando na vida humana e sentimentos. Esqueceram de dois protocolos. Primeiro, respeitar a vida humana e familiares dos mortos. Segundo, é o da decência. Eles marcaram um arbitral na terça-feira dia 16 e fizeram uma reunião antes, no sábado, sem convidar Botafogo e Fluminense.

Fonte: Super Rádio Tupi / Foto de Capa: Reprodução / YouTube


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