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Não é normal jogar futebol com 1.300 brasileiros morrendo por dia, argumenta Rotenberg, do Botafogo

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Botafogo realizou ao longo desta terça e quarta-feiras, a primeira bateria de exames da Covid-19 em seus atletas, comissão técnica e funcionários. Porém, o clube ainda não pensa em retornar aos treinamentos presenciais enquanto os números de novos casos e óbitos provocados pela pandemia do novo coronavírus no país não diminuir.

Ricardo Rotenberg, vice-presidente comercial e de marketing do clube e membro do Comitê Executivo de Futebol, disse que os clubes têm de se unir à luta do povo brasileiro contra a doença que já matou mais de 38 mil pessoas no país. Ele participou de um debate online promovido pela Fundação Getúlio Vargas com outras pessoas ligadas ao futebol.

– Temos que dar apoio às iniciativas que preservem vidas no Brasil. Não podemos ver o Jornal Nacional anunciar 1.300 óbitos num só dia e achar normal. Isso não é uma coisa normal. Não tivemos Vietnã, Camboja, não tivemos Cruzada, nada disso. Nosso povo não é acostumado a isso. Não podemos achar normal 1.300 brasileiros morrerem por dia e ter jogo de futebol com esse quantidade de gente morrendo. Quando a curva baixar, vamos voltar. A luta do povo brasileiro contra o coronavírus também pertence ao Botafogo – afirmou Rotenberg.

O dirigente alvinegro revelou que FlamengoVasco e os clubes pequenos do Rio trabalham com a ideia de que o Campeonato Carioca retorne por volta do dia 20 de junho e ressaltou que o Botafogo não vai voltar nesta data. Ele citou outros estaduais, como o Gaúcho e o Catarinense, que retornarão apenas no mês de julho – inclusive, são estados com número de casos e óbitos muito inferiores ao do Rio de Janeiro.

– Existem movimentos para começar o Carioca no dia 20 de junho. O Botafogo não vai começar nessa data. Fizemos os exames ontem e hoje, se a curva baixar um pouco, vamos recomeçar os treinos. Não adianta fazer o campeonato no final de junho e terminar no começo de julho e começar o Brasileiro só em agosto. Fica um tempão parado. É meio incompreensível a posição do Rio de Janeiro em relação ao restante do Brasil. O Botafogo e o Fluminense estão sendo iguais à grande maioria das federações e também à responsabilidade que a CBF está tendo – explicou Rotenberg.

Apelo por união dos clubes

Rotenberg também fez um apelo por uma maior união dos clubes brasileiros para o enfrentamento da crise e disse que o Botafogo lidera um movimento para criar uma associação, que teria o nome de Aliança dos Clubes Brasileiros.

– O Botafogo está nessa luta há muito tempo. Sempre há divergências, não se consegue juntar alguns clubes. Os clubes juntos teriam muito mais força. Alguns clubes não entenderam que ninguém joga sozinho. O Botafogo precisa dos outros 19 clubes da série A, são todos muito importantes. Essa falta de entendimento, muitas vezes, acaba gerando prejuízo para todos os clubes – afirmou Rotenberg, finalizando:

– O futebol representa quase 1% do PIB do Brasil, estamos vendo vários segmentos serem ajudados com MPs, mas ninguém fala do futebol brasileiro, que é um grande empregador, um grande ativador econômico.

Fonte: Redação FogãoNET / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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