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Novo técnico do Botafogo, Ramón Díaz costuma pedir reforços e não usar muito a base

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Três anos depois, o River Plate superava o pior momento da história para voltar a levantar um troféu. Este foi o intervalo desde a queda à segunda divisão, em 2011, para a conquista do Torneo Final, o Campeonato Argentino, no primeiro semestre de 2014. O treinador responsável pelo título foi Ramón Díaz, oficializado na noite de quinta-feira como novo técnico do Botafogo.

“Don Ramón” retorna ao River, clube que já havia sido campeão da Libertadores em 1996, no fim de 2012. Ele foi o escolhido para substituir Matías Almeyda, responsável por fazer os Millonarios voltarem à elite do futebol argentino.

Ramón Díaz devolveu a felicidade ao torcedor do River Plate. Ele chegará ao Botafogo em um contexto parecido dentro de campo: com dificuldades em termos de resultados e irregularidade na tabela do Campeonato Brasileiro. Quem conta melhor a passagem de “Don Ramón” pelos Millonarios é Lucho Castañares, setorista da equipe argentina.

– Ele soube lidar bem com a pressão, porque já não havia tanta necessidade assim. Antes do Ramón havia o Matías Almeyda, que terminou entre os três primeiros entre o Apertura logo quando o River retorna à primeira. Ramón chega já sem essa pressão do rebaixamento nas costas. Era apenas competir pelo campeonato, que acabou sendo campeão – afirmou, em contato exclusivo com o Lance!.

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Ramón Díaz é um treinador que pede jogadores no período de transferências, afirma Lucho. Na primeira janela como treinador do River Plate, trouxe sete jogadores, entre eles o goleiro Marcelo Barovero, fundamental para a conquista do título em 2014, além de pedir o retorno de três jogadores que estavam emprestados – Manuel Lanzini, ex-Fluminense, foi um deles.

– Ramón Díaz quando assume o River, depois que volta à Primeira Divisão, manejou tudo muito bem. É um treinador que sempre pede reforços. Em cada mercado de transferências, ele pretende por novos jogadores, algumas vezes até em grandes quantidades – afirmou o jornalista.

O Botafogo tinha jogadores na mira quando Bruno Lazaroni estava no comando. Com a saída do treinador, contudo, tudo que envolvia possíveis contrações foram congelados sem a presença de um comandante. A partir da chegada de Ramón Díaz, é possível que o Alvinegro retome tal questão.

– A janela de transferências está aberta no Brasil e acredito que Ramón Díaz vai pedir alguns jogadores para o Botafogo. Cada vez que comandou alguma equipe na América do Sul pediu reforços. Não é muito de usar jogadores vindos da base – completou.

Don Ramón e Marcelo Gallardo

O River Plate, nove anos depois do rebaixamento, vive a era mais vitoriosa de sua história. Com Marcelo Gallardo, a equipe argentina conquistou praticamente tudo que era possível. O único treinador a comandar os Millonarios antes de “Muñeco” foi Ramón Díaz.

– Creio que não existem muitas semelhanças no trabalho dos dois, para ser sincero. Gallardo é um treinador mais pragmático, se adaptou às circunstâncias e eu acho que não recebeu muita referência de Ramón Díaz. É muito difícil de saber, na verdade – analisou Lucho.

Mesmo assim, Ramón faz parte de um período marcante para a história do River Plate. Tendo relação ou não com Marcelo Gallardo, o período vitorioso, indiretamente, começa com o Torneo Final de 2014. Díaz tira os Millonarios da pressão da queda e entrega em uma escadaria de títulos.

– Não é que Ramón Díaz salvou o River Plate, mas ele deu a primeira alegria aos torcedores depois do pior momento da história do clube. O Torneo Inicial em 2014 trouxe alegria e pode-se dizer que foi o começo da ascensão que o River vive hoje, com o Marcelo Gallardo, ganhando tudo – completou.

Fonte: Terra / Foto de Capa: Arquivo Pessoal


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