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O ano do título

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Que faz tempos que a torcida do Botafogo anseia por um título de expressão, mesmo que no cenário nacional, ninguém duvida. Lá se vão mais de duas décadas desde que Túlio Maravilha e cia. explodiram de orgulho o corpo e a alma de cada cidadão alvinegro.

Desde então a torcida sobrevive, persevera e espera… não conheço torcida mais apaixonada por um clube de futebol do que a nossa, logo, além de todo o já exposto, merecemos… merecemos o tão esperado título.

Se levarmos a questão do merecimento para dentro das quatro linhas, ninguém mais do que o nosso último grande ídolo para ter também este direito… e é no momento em que Jefferson afirma em entrevista ao Canal Fox Sports, publicada também no site do Jornal Lance, que 2018 é o derradeiro ano de sua carreira, não há outra opção… conquistar o tão desejado título, não somente coroando a passagem deste genial goleiro por nosso clube, como também honrando o brilhante cidadão e ser humano Jefferson, passou a ser a missão.

Leia na íntegra a entrevista abaixo.

O maior ídolo do atual elenco do Botafogo anunciou que vai pendurar as chuteiras. Aos 35 anos, Jefferson declarou, na noite desta segunda-feira, que vai atuar somente até o fim desta temporada. A afirmação do atual titular da meta alvinegra foi para a Fox Sports, mas o camisa 1 começou a tocar no tema de maneira mais explicativa. Ao longo da conversa é que a certeza foi revelada.

– A partir do momento em que você não tem mais foco, não adianta ter 32, 35, 39, que para. Enquanto tiver objetivo vai embora – explicou.

Em seguida, o goleiro foi questionado sobre o que pesava mais nessa hora. E completou minimizando a questão física, que lhe comprometeu durante mais de um ano.

– Creio que é mais cabeça do que físico. Enquanto a cabeça está funcionando o físico vai atrás. O contrário não adianta… estar bem o físico e a cabeça não estar boa – acrescentou.

Depois a pergunta foi sobre o foco. Até onde o foco do camisa 1 iria.

– Meu foco vai até o fim do ano. Já declarei que meu objetivo é encerrar a carreira aqui no Botafogo. Tenho objetivos grandes aqui, já disse que meu foco aqui no Botafogo vai até o fim do ano – afirmou, sendo questionado mais uma vez sobre se, após este “foco”, se parar de jogar era uma consequência. E disse:

– A princípio, sim. Quero enfrentar outros desafios, outros propósitos, outras coisas na minha vida – comentou, respondendo posteriormente sobre quais outras coisas seriam essas:

– Família, amigos… aquilo que o futebol priva muito de fazer. A gente não tem data, dias, nada. Gosto muito do que faço, não vou, quando parar, falar que o futebol é isso ou aqui… me divirto muito – explicou.

Finalmente, o ex-meio-campista Zinho perguntou se ele estava mesmo decidido a parar. A resposta foi:

– Está decidido – afirmou, simples.

– Não tem volta? – questionou Zinho.

– Não tem volta – completou Jefferson.

A HISTÓRIA
Jefferson está na segunda passagem pelo Botafogo. Na primeira, era uma revelação do Cruzeiro e esteve emprestado entre 2003 e 2005. Reserva de Max durante a Série B, assumiu a titularidade e teve grandes atuações até ser vendido pela Raposa ao futebol turco.

Foram dois clubes no país euro-asiático: o Trabsonspor e o Konyaspor. Neste período, o carinho da torcida alvinegra só aumentava enquanto os substitutos não davam conta. O próprio Max, Lopes, Castillo, Roger, Marcos Leandro, Júlio César, Renan… até o próprio Jefferson voltar, em 2009, e ser importante para a equipe escapar do rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

No ano seguinte, defendeu o pênalti de Adriano na final da Taça Rio (mesmo jogo da cavadinha de Loco Abreu), e se tornou um dos heróis daquela conquista estadual – o Glorioso já havia conquistado a Taça Guanabara. Foi se consolidando como goleiro de Seleção Brasileira, pegou até pênalti de Messi e foi convocado para a Copa do Mundo de 2014.

Quando o Glorioso foi rebaixado para a Série B nacional, em 2014, permaneceu no clube e renovou o contrato, que ia até o fim de 2015, para até o fim de 2017. Ao continuar no clube que é mais identificado mesmo após um rebaixamento, repetiu feitos de outros grandes goleiros: o veterano Buffon, na Juventus (Itália), e o já aposentado Marcos (Palmeiras).

Em 2016, Jefferson sofreu um duro golpe. Uma lesão rara no tríceps do braço esquerdo lhe obrigou a passar por duas cirurgias e ficar mais de um ano parado. Viu Sidão ser contratado e ser titular na conquista da vaga para a Copa Libertadores de 2017. Viu, do banco de reservas, Gatito Fernández fazer grande temporada. Mas voltou de forma triunfal.

Ainda no ano passado, sob grande dúvidas, o primeiro jogo após o retorno foi contra o Atlético-MG, no Estádio Nilton Santos. O pênalti defendido não deixou dúvidas. Era o mesmo velho e histórico goleiro. Após a aposentadoria, a cafeteria que abriu no interior paulista deve ser o foco maior do ainda camisa 1 da Estrela Solitária.

Fonte: Fox Sports e Lance.


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