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O caso Airton e a falta de unanimidade

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Como torcedores, temos por hábito, avaliar nossos jogadores agregando toda sua trajetória no clube com a perspectiva de futuro. E quando a opinião se transforma em coro, significa que a avaliação por unanimidade é muito mais fácil do que por divergência.

Em outras palavras, uma legião pedindo a saída do Renan Fonseca ou a manutenção de uma joia da base no time titular dá o tom de uma concordância que não gera debate, acontece o que todos desejam e vira-se a página.

Mas o caso Airton é diferente.

E mais do que debater se as lesões foram a razão de sua iminente saída, ou se clube e atleta não falam a mesma língua em questão de valores e contrato, me atento mais a perda de um jogador que acredito ainda poder render, desde que com sequência, sorte e remuneração adequada, pudesse voltar a mostrar seu futebol.

E quando se perde dois zagueiros, um lateral e um volante, a saída de mais um pode definir o desequilíbrio da nossa principal característica. Ou acreditam que Dudu Cearense poderá dar conta do recado quando entrar?

Aliás, as razões da continuidade de Dudu podem exatamente dar o entendimento da saída do Airton, torcedor. O barato que pode não ser bom e que não se machuca tem muito mais chance de ficar, desde que tenha também a tal sorte já citada. Tem que estar presente, mas acima de tudo, não pode ser custoso.

Airton cultiva em grande parte da torcida o lamento pelas lesões que o atrapalharam quando apresentava seus melhores momentos pelo clube. E o agravante do lamento é que, além de funcionário, é um torcedor. Talvez no meio do ano possamos entender qual lado da divergência tinha razão.

Foto: Jornal o Globo

 

 

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