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O perfil do “novo” Roger

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O atacante Roger chega ao Botafogo credenciado pela boa temporada no futebol paulista. Primeiro pelo RB Brasil, onde foi artilheiro do estadual, com 11 gols. Depois, com a camisa da Ponte Preta, marcando mais 11 vezes e figurando entre os principais goleadores do país em 2016. Os números expressivos são reflexos do amadurecimento do jogador, dentro e fora de campo.

Aos 31 anos, a experiência mostrou a Roger o caminho do sucesso. Cansado de bater a cabeça no passado, principalmente pelos excessos com a bebida, ele resolveu mudar o comportamento e ser mais profissional de uns anos para cá. Acabou ficando, também, mais responsável, mais útil, mais goleador: mais jogador. O novo reforço do Botafogo está no auge da carreira, embalado pela melhor temporada no futebol –  e, por que não, na vida também.

Os erros lá atrás fizeram Roger desperdiçar boas oportunidades na carreira. Foram passagens discretas por São Paulo, Fluminense, Palmeiras, etc, até cair na real e entender que precisava se cuidar mais se quisesse recuperar o espaço. A virada começou com o retorno para o estado de São Paulo. No RB Brasil, já era um Roger diferente. Um Roger capitão, líder, exemplo para os mais novos. Tudo isso também mudou o estilo em campo.

Se a velocidade já não é a mesma de outras épocas, Roger compensa com a inteligência. É um atacante com presença de área, mas que também ajuda saindo para buscar o jogo, abrindo espaços. Não deixou de ser artilheiro, mas acrescentou outras qualidades ao repertório e também aprendeu a ser garçom – como é possível ver abaixo no gol de Maycon, quando, já pela Ponte, ajeita de peito para o meia.

A importância dele para a Ponte, aliás, ia além das quatro linhas. Era o principal líder do vestiário, até pela identificação que tem com o clube – foi revelado pela Macaca e estava em sua quarta passagem por lá. Era quem aparecia nos momentos ruins para dar explicações, blindar os companheiros, apagar o incêndio.

As declarações explosivas e atitudes intempestivas também ficaram para trás, tanto que a única polêmica que ele se envolveu recentemente foi na sua saída da Ponte. Com pré-contrato assinado com o Botafogo, ele foi desligado do elenco campineiro após viajar ao Rio de Janeiro para realizar exames médicos.

Então, além do terceiro maior artilheiro do Brasil em 2016, com 22 gols, o Botafogo vai receber um atacante que, se repetir a postura da atual temporada, está pronto para assumir o protagonismo de liderar o jovem ataque alvinegro. A expectativa é grande, dos dois lados.

– Estou muito feliz pelo acerto, espero fazer um grande 2017. O ano que fiz me credencia a escrever uma bela história em um grande clube como o Botafogo. Estou maduro para buscar essa camisa 9, respeitando os companheiros, para tentar superar o número de gols que fiz nesta temporada. Espero um ano de conquistas. O Botafogo é um grande clube e, organizado como está, tem condições de brigar por coisas grandes – comentou Roger, por telefone.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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