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Pandemia atualiza forma de fazer campanha no Botafogo e candidatos se adaptam

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Reuniões por Zoom, articulação no WhatsApp e propostas pelas redes sociais são a tônica de um pleito que começa a esquentar enquanto números da Covid ainda assustam

Vai ao clube, conversa com sócios, procura gente influente ali dentro, entrega santinho com o nome e o número, distribui panfletos aqui e acolá… Era assim que se fazia campanha para a presidência de um clube antes da pandemia. Em tempos pré-coronavírus abraços, cumprimentos e convencimento no boca a boca eram tão recorrentes quanto uma mensagem no WhatsApp, mas desde que a Covid-19 se expandiu pelo país e tem vitimado mais de mil pessoas por dia, muito mudou.

O Globoesporte.com conversou com Durcésio Mello e Walmer Machado, os dois candidatos já anunciados para a disputa da presidência do Botafogo sobre como a pandemia alterou os planos de campanha. Uma coisa comum entre os dois – que não se consideram de situação – é que tiveram que começar a corrida pelos votos já totalmente conectados.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

– As reuniões passaram a ser online, mas quando há necessidade de contato presencial, utilizamos máscaras e álcool em gel. Está muito diferente de uma campanha presencial. O olho no olho é muito importante, mas também não temos como fazer esse tipo de campanha nesse momento. Há a necessidade de adaptação, principalmente em prol da saúde de todos. Então, hoje, esses aplicativos têm sido muito oportunos – disse Walmer Machado, do grupo “O Mais Tradicional”.

– Eu faço muito Zoom, Hangouts e outras reuniões online. A gente tem encontros semanais e faço muito Zoom com pessoas que querem que eu conheça o grupo. É a pessoa que está me apoiando e tem mais cinco ou seis que querem conversar comigo para saber um pouco mais. Eu faço isso e as pessoas decidem se gostam do caminho – relatou Durcésio Mello, que afirma não fazer parte de nenhum grupo.

A reabertura da sede de General Severiano, na última terça-feira, pode mudar um pouco os planos da campanha online. Apesar do movimento ainda não ser o mesmo de tempos pré-pandemia, os candidatos voltarão um pouco da atenção para a sede, principalmente por causa dos sócios e possíveis votantes que são um pouco mais avessos à tecnologia.

– Ainda não sei como vai ser. A gente tem que ver como vai ser a frequência (no clube). Aí sim, vamos começar a usar isso: panfletar, contar o que está fazendo e o que pretende fazer na gestão. Isso pode ser um diferencial, ou até uma virada, você ter acesso ao sócio-proprietário no local, mas temos que ver ainda como vai ser – explicou Durcésio.

– A reabertura vai ajudar muito. Com as pessoas voltando a frequentar o clube, também vamos ter chance de falar com elas. As reuniões vão sair só do ambiente online e, talvez, algumas presenciais. Uma parte dos sócios não mexe com computador, quer conhecer, falar e ter um contato próximo. Com eles vai ser presencial – contou Walmer.

Ainda faltam mais de três meses para que os sócios manifestem o que desejam para o futuro do Botafogo. Até lá, os candidatos devem continuar apostando nas mídias sociais como principal plataforma de campanha, mas sem deixar a presença física de lado, mesmo com ambos os candidatos tendo mais de 60 anos.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Reprodução / Twitter


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