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Paulo Autuori critica imediatismo no futebol e vê Botafogo no caminho para se reerguer com S/A

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Técnico do Botafogo por opção própria, uma vez que não planejava mais ser treinador no Brasil, mas abriu exceção por gratidão ao clube, Paulo Autuori já declarou que o objetivo para o ano é fazer um “Campeonato Brasileiro tranquilo” na transição para a S/A. Lúcido e consciente, ele criticou o imediatismo do futebol.

Em entrevista à “O Globo”, Paulo Autuori mostrou que não é adepto do oba-oba e de expectativas exageradas.

– Me comunico com verdade e transparência, seja ela qual for. Isso que existe no futebol brasileiro é um ciclo vicioso: um clube qualquer possui uma história gigante – como é o caso do meu clube, mas também de tantos outros no país – precisa ter uma performance à altura de sua rica história e é isso que dele é cobrado. Precisa ganhar, precisa vencer.

– Aí, acontece dos gestores meterem os pés pelas mãos. Acredito que, na maioria das vezes, o projeto até se inicie com uma boa ideia de gestão, mas como os resultados não vêm, é um caminho tentador começar a fazer coisas que não devem ser feitas, como trazer jogadores com custos altíssimos sem a capacidade de honrar com isso ou provocar um desequilíbrio das contas do clube. Antecipam-se receitas, pede-se ajuda às federações e cai naquilo de justamente se tornar “refém” dos mandos e desejos dessas entidades. Consequentemente, perdendo a sua autonomia de gerir a instituição da melhor maneira possível. Por isso que a gestão Bandeira, no Flamengo, precisa ser elogiada, por não, necessariamente, ser focada em títulos, mas resgatar a autonomia do clube e preparar o terreno para conquistas futuras. É preciso, acima de tudo, coragem para falar a verdade – afirmou a “O Globo”.

Transição para a Botafogo S/A

O treinador considera que o Botafogo faz o correto ao migrar para o modelo de S/A, no qual, futuramente, pode ter cargo diferente de técnico, algo que ainda não está definido. Ele preferiu não comentar a tentativa atual do clube por grandes astros, como Yaya Touré e Robben.

– Isso aí, eu nem comento. Eu não vendo ilusão. Todo mundo sabe que o Botafogo está num período de transição. É de conhecimento público que não poderíamos mais continuar da maneira e na situação que estávamos. O modelo aprovado pelo Conselho do clube de terceirização do futebol é algo totalmente plausível, feito para reerguer o Botafogo – disse Autuori.

– Você não pode pensar apenas na gestão esportiva. Chegou o momento em que o Botafogo tem que pensar na gestão do clube da melhor maneira possível. A gestão do clube pode mudar no meio da temporada e a gente tem a obrigação de pavimentar a estrada para que quando o novo modelo entre, as coisas estejam encaminhadas. Temos que ser pragmáticos. O futebol permite tudo, quem achava que o Botafogo seria campeão em 1995? Temos que fazer uma temporada tranquila para a entrada da nova gestão – adicionou.

Fonte: Redação FogãoNET e O Globo Online / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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