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Pedro Raul descarta problemas físicos do Botafogo e elogia dupla com Babi: “Muito bom jogar com ele”

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Atacante afirma que entrega dos jogadores em campo é sempre a máxima possível e discorda de críticas da torcida: “A gente tem números expressivos nesse quesito”

Em constante mudança nos últimos jogos, o Botafogo ainda não encontrou o ataque ideal com Bruno Lazaroni. Um dos pilares do novo treinador e titular em quatro dos cinco jogos de Lazaroni, Pedro Raul gosta da parceria que faz com Matheus Babi. O parceiro de ataque não tem vivido o bom momento que teve no início do Brasileirão, mas, para o camisa 9, quanto mais gente com ele, melhor.

– Tendo mais força ofensiva sempre vai ser bom para o atacante. A gente tem características parecidas, mas eu acho que, mesmo assim, a gente tem diferenças. Sempre que um tiver que jogar ou os dois juntos, vai ser em prol do clube e do bem coletivo. É bom jogar com ele, sim, porque atrai mais a atenção adversária. Às vezes, a gente tem que fazer o papel sujo, que a gente fala, para abrir espaço para as outras posições, mas é sempre em prol da equipe e do coletivo, porque só assim que a gente consegue colher os frutos lá na frente.

Em entrevista coletiva virtual na tarde desta sexta-feira, Pedro Raul também foi perguntado sobre o aparente cansaço do time nos últimos jogos. Segundo ele, as críticas da torcida sobre a falta de gás da equipe não condizem com os números e com o que ele enxerga dentro de campo.

– Acho que a gente tem números expressivos nesse quesito. A gente acompanha nosso GPS e ele está sempre batendo lá em cima. Às vezes, é um cansaço do jogo. O calendário está pesado e tem semana que a gente acaba jogando três vezes, mas é uma visão que a imprensa e a torcida tem e é normal, mas não acredito que a questão física é um problema, porque a entrega coletiva e individual é sempre muito grande.

Confira outros tópicos da coletiva de Pedro Raul

Trabalho com Lazaroni no ataque nesta semana

– Foi um jogo que a gente teve superioridade técnica e física sobre o Goiás. Faltou um pouco de tranquilidade nas tomadas de decisões. É uma questão que ele está passando para nós nos treinamentos, para chegarmos lá e termos a capacidade de criar jogadas e ter mais tranquilidade e frieza para que possamos conseguir marcar o gol. A gente foi superior nos números de finalizações, mas o principal a gente não teve. Então, temos que corrigir isso, ter confiança para sempre buscar o gol e a vitória no próximo jogo.

Atuar saindo da área agrada?

– Eu sempre joguei e sempre gostei de jogar assim. Apesar da minha altura e do meu porte físico, não sou um atacante de ficar parado. Gosto de ter mobilidade e participar do jogo, porque sinto que posso ajudar na criação. O Bruno me passa bastante confiança e me mostra muitos vídeos. Hoje em dia, os atacantes têm que ser assim.

– É um estilo que eu me adapto e que eu gosto. Sobre a nova formação, é um trabalho novo. Ele tem usado bastante coisa do Paulo, mas está implantando as ideias e a mentalidade dele. Ele nos conhece há bastante tempo, é um excelente profissional. A gente busca ajudar e melhorar sempre. É uma equipe. A gente está unido na vitória, derrota ou empate, sempre.

Questionamentos da torcida serviram de motivação?

– Poder realizar um sonho meu, da minha família e dos meus amigos é a maior motivação que um atleta pode ter. Quanto ao que saiu, foi uma pessoa que tentou me atingir, mas quem me conhece sabe que não sou esse fantoche que tentaram fazer.

Chegadas de Túlio e Lúcio Flávio

– É sempre bom a chegada de ex-jogadores. São profissionais que já viveram o dia a dia no futebol. Você ter essas referências no nosso dia a dia é muito bom. Eles agregam bastante em questões táticas e técnicas. A gente precisa sempre aprender e ter essas referências fora de campo, mas junto no dia a dia é muito importante para nós.

O que sabem e o que esperam do Cuiabá

– Vai ser um jogo muito difícil. Ano passado, eu tive a oportunidade de enfrentá-los pela série B e sei da dificuldade que é. Esses times, quando chegam em uma competição de mata-mata tentam demonstrar o seu valor, mas a gente sabe que defendendo o Botafogo, a gente tem total condição de enfrentar esse desafio e passar por cima.

– Temos que trabalhar com muita seriedade, a chave já virou na segunda logo depois do jogo contra o Goiás. Eu acompanho bastante a série B também. É uma preparação mental, física e psicológica que a gente tem que ter, porque vai ser um jogo de 180 minutos e, dentro da nossa casa, a gente tem que fazer valer o mando de campo.

Diferencial para outros atacantes

– Procuro estar sempre melhorando, sou um cara que me cobro muito. Meu maior crítico sou eu mesmo e estou sempre procurando melhorar o que eu tenho de melhorar e também aprimorar o que tenho de bom. É uma constante busca da melhoria. Perfeição não existe, mas procuro sempre melhorar dia após dia.

O que a Copa do Brasil representa para o Botafogo?

– É a busca pelo título inédito no clube, é a competição que tem o maior retorno financeiro no país também. Poder representar o Botafogo numa competição dessas claro que é bom para o clube e para o grupo. É um grupo jovem e poder representar o Botafogo nessa competição é uma experiência muito boa. É uma competição que a gente tem total condições de chegar, mas é jogo após jogo. Na terça-feira, a gente tem que encarar como uma final e tentar buscar essa classificação que vai ajudar muito o clube.

Importância da semana de treinamentos

– Ter uma semana de trabalho é muito bom, porque tem tempo para recuperar, trabalhar forte e se preparar fisicamente. É um tempo que a gente acaba não tendo em semana cheia de jogos. Temos tempo também para que o Bruno trabalhe o que ele não consegue em uma semana em que jogamos quarta e domingo, quarta e domingo. Estamos podendo treinar forte e trabalhar a parte física, tática e técnica, que é sempre muito bem vindo num calendário corrido como esse.

Fonte: GE / Foto de Capa: Vitor Silva – Botafogo


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