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Pedro Raul, do Botafogo, revela ter jogado maioria das vezes “no sacrifício” em 2020

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Em coletiva virtual nesta terça-feira, centroavante comenta lesão na coxa direita e se diz preparado fisicamente para o retorno, mas crê que ainda não é o momento para jogos

Cortado de alguns jogos do Botafogo na temporada devido a problemas musculares, Pedro Raul aproveitou a paralisação do futebol para aprimorar a parte física. Em entrevista coletiva virtual na noite desta terça-feira, o centroavante revelou que jogou apenas dois jogos 100% fisicamente em 2020.

– No início foi um incômodo, primeiro contra o Macaé. A gente foi levando, deu uma agravada no jogo contra o Resende, um jogo que parou por conta da chuva. Contra o Caxias, eu fui no sacrifício. Deu tudo certo, voltamos pro Rio e a ressonância constatou uma lesão de grau 2. Só em dois jogos que eu não joguei no sacrifício. Tiveram semanas que nem treinava, só ficava no tratamento, tomava injeção antes do jogo e ia pra campo.

– Fiz um trabalho junto com a comissão técnica, preparação física e departamento médico para me dar uma condição mínima de jogo. O mais importante foram as classificações na Copa do Brasil, todo sacrifício valeu a pena. Fiquei a segunda meta de março e início de abril só tratando a coxa, depois comecei um trabalho de fortalecimento da perna direita, em maio, fiz trabalho de força e resistência. Procurei sempre estar treinando a parte física para facilitar o contato com a bola.

Pedro tem três gols em sete jogos pelo Botafogo em 2020. Ele ficou fora de três partidas da equipe titular por conta de dores na coxa direita.

O atacante também comentou sobre o possível retorno do Campeonato Carioca. A Ferj sugeriu que o Botafogo voltasse aos gramados na próxima semana, mas o clube não concorda. Pedro Raul reforça a posição do Bota e acha arriscado voltar nesse momento.

– É um momento delicado que todos estão vivendo, recebemos hoje os testes que fizemos na semana passada. Estamos lidando com saúde, acredito que a decisão que o Botafogo está tomando é a correta de acordo com o que está acontecendo no Brasil. Temos que ter todos os cuidados. Não cabe a nós, cabe aos órgãos de saúde, à federação, aos clubes elaborarem um projeto bem feito para o retorno. Voltar agora, eu acho precoce pelo que estamos vivendo. Temos que treinar primeiro para marcar jogos.

Outras declarações de Pedro Raul:

Quarentena com a família

– Sempre é bom ficar com a família, esse período triste da sociedade acabou sendo bom só por isso, ficar perto dos pais, da família e dos amigos.

Gol contra o Caxias

– Aquele jogo estava difícil para nós, campo era ruim e o adversário era forte, a atmosfera estava favorável a eles, estávamos com dificuldades, era um jogo de força, agressivo. Abrir o placar deu tranquilidade ao time para controlarmos um pouco mais. O jogo mostrou que nossa equipe sabe sofrer e isso é muito importante, porque nem sempre vamos jogar bem. Soubemos suportar as adversidades do jogo.

Dica para Matheus Nascimento

– A gente tem excelentes informações dele, um menino em ascensão. Sou um cara que gosta de acolher os mais novos. O que der para ajudá-lo com conselhos, eu vou fazer. Todo mundo vai recebê-lo bem. Fizemos isso com o Luis Henrique e vamos ajudar o Matheus a se adaptar no profissional. Sei o quão difícil é chegar jovem a uma equipe profissional, temos que tirar a responsabilidade deles para não frustrá-los. Converso muito com o Rafael Navarro também, que é outro jovem.

70 anos do Maracanã

– Eu tive a felicidade de comemorar um gol por 1 minuto e meio no Maracanã, mas o VAR me tirou. É um sonho e espero realizar ainda este ano quando jogarmos lá.

Balanço dos primeiros meses de Botafogo

– Foi um início muito bom, me preparei muito para isso. Se não tivesse a lesão, poderia ter sido melhor, mas é uma coisa que a gente está sujeito a passar. Agora estou bem, quero dar sequência ao bom início para alcançar meus objetivos.

Prejuízos do período sem jogos

– Jogadores de todas as posições vão sentir, é um problema que afetou a todos, requer um tempo de adaptação, de treino para readquirirmos o tempo de bola, mas o atleta não perde 100%, porque jogamos futebol desde criança. É um período longo, mas acredito que, com algumas semanas de treino, vamos conseguir recuperar.

Parceria com Bruno Nazário

– O Bruno sabe, falo para ele que tem que ser, pelo menos, uma assistência por jogo. Temos entrosamento dentro e fora de campo. A gente sabe como o outro gosta de jogar, mas toda assistência é bem-vinda, até do Gatito, se ele quiser.

Aproveitando o tempo para ver jogos

– Sempre que estou em casa sem treinar, eu assisto a jogos. Gosto muito de ver o Campeonato Alemão, é um campeonato ofensivo, tem excelentes jogadores, minha referência joga lá. É bom para observar como eles estão voltando depois do período parado, a gente vê que tem uma diferença e isso vai ser normal.

Motivação para conquistar a Copa do Brasil

– A motivação é para qualquer campeonato. Temos que entregar tudo de nós com a camisa do clube. Dentro de campo, temos que nos lembrar de nossos sonhos de criança de querer jogar. Foram três jogos (Caxias, Náutico e Paraná) que joguei machucado. Agora, vou voltar 100% e quero buscar esse título inédito para o Botafogo.

Identificação com o Botafogo

– Quando recebi a proposta, não pensei nem meia vez. Sei o tamanho do Botafogo e vim justamente por isso. Espero voltar bem, temos um excelente treinador que já ganhou tudo, tenho nele um professor mesmo, tenho muito a aprender ainda. Para mim, é uma excelente oportunidade e quero contribuir com o clube. Nosso grupo é jovem, ambicioso, vamos em busca de grandes objetivos.

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Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Maga Jr. / O Fotográfico / Estadão Conteúdo


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