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Personagens relembram vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro em 2012: “Dia mais feliz como jogador”

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Ano foi marcado pela contratação de Seedorf e revelações de jogadores, como Dória e Jadson, que conversaram com o GloboEsporte.com sobre a partida marcante em Minas Gerais

Vice-campeão estadual em 2012, o Botafogo não conseguiu títulos, mas aquela temporada foi marcante. Além da contratação do estrangeiro Clarence Seedorf, o clube conseguiu revelar nomes importantes, como Dória, Jadson, Gabriel, Cidinho, Sassá e Vitinho. O Alvinegro ainda brigou na parte de cima do Brasileirão e quase conseguiu uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

O Botafogo terminou a competição nacional na sétima colocação com 55 pontos. Um dos jogos inesquecíveis da temporada foi a vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no dia 5 de setembro, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Seedorf brilhou com dois gols e uma assistência para Jadson balançar as redes pela primeira vez como profissional. Tinga fez o gol dos mineiros.

– Esse foi o meu dia mais feliz como jogador de futebol, acho que superou a minha estreia como profissional, que também havia sido naquele ano. Lembro da sensação até hoje, ficou difícil de escolher as palavras para explicar o sentimento. É aquela hora que você para pra pensar e fala: eu consegui chegar! Foi maravilhoso – lembra Jadson.

A partida serviu de arrancada na reta final da competição para o Alvinegro. O GloboEsporte.com relembra o jogo marcante com três personagens daquele ano: o técnico Oswaldo de Oliveira, o zagueiro Dória e o volante Jadson.

Oswaldo de Oliveira

– Lembro perfeitamente bem desse jogo. Saímos atrás no placar com um gol do Tinga, mas fomos para o intervalo já em vantagem após dois gols do Seedorf, que teve uma atuação espetacular neste dia. O que sempre faço questão de ressaltar, no entanto, é a jogada do terceiro gol.

– Sempre treinávamos muito aquela situação de contra-ataque invertendo rápido a bola, até que ela cai com o Seedorf na esquerda e ele ganha em velocidade do Leandro Guerreiro. O Jadson, que estava lá na nossa área marcando, acompanha a jogada inteira e aparece para concluir o passe do Seedorf e sacramentar aquela importante vitória. Guardo com muito carinho esse jogo e especialmente a forma com que os gols foram bem trabalhados.

Dória

– Lembro bastante. Foi um jogo marcante, um dos melhores do Seedorf com a camisa do Botafogo. Daí surgiu nossa arrancada no final da temporada. Ganhamos muita confiança por ter vencido um jogo complicado fora de casa. Foi muito maneiro.

– Durante a semana, o Seedorf estava no nosso quarto, que a gente chamava de Maracanã. Éramos Gabriel, Jadson, às vezes o Sassá, e eu. Não era igual aos outros, tinha muitas camas, era o quarto dos mais jovens e Seedorf ficou lá um tempão conversando, cantando. Ele contou histórias e nos passou um pouco da sua experiência pessoal e profissional. Falou pra gente ser inteligente com dinheiro, por exemplo.

– Foi um dos melhores jogos dele, ele estava muito bem. Não tenho nem o que falar, ele é fera demais, muito técnico, forte e inteligente demais. Como parceiro de equipe foi um dos caras que mais me ensinou coisas no futebol. Gostava muito de mim e do Gabriel, porque a gente queria aprender, não reclamava das cobranças. A gente sempre falava a verdade com ele, por isso esse carinho entre nós.

Jadson

– Aquele jogo foi realmente muito especial, sem dúvidas um dos nossos melhores jogos da temporada. O Oswaldo costumava incentivar a gente a atacar e pressionar o adversário e aquele dia ele estava convicto que poderíamos fazer um grande jogo mesmo fora de casa, o que acabou acontecendo.

– Seedorf foi o diferencial não só naquele jogo, mas em todo o período em que atuou pelo Botafogo. Ele nos elevava a outro patamar com a sua liderança e conhecimento. Foi realmente um aprendizado enorme poder jogar ao seu lado. Ele era uma influência enorme e lembro que ele incentivava muito os jovens daquele grupo. O fato de ele mostrar sempre vontade e disponibilidade para ajudar a todos só fazia aumentar o nosso respeito e admiração.

– O curioso desse dia foi que eu pude marcar meu primeiro gol como profissional, algo que já vinha correndo atrás fazia algum tempo. Lembro que demorou alguns dias para aquela imagem sair da minha cabeça e para eu voltar a dormir normalmente (risos). Realizei um sonho e é um momento que jamais sairá da minha memória.

Fonte: Globoesporte.com

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