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Personalidades e clubes lamentam morte de Valdir Espinosa, ídolo de Grêmio e Botafogo

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Ex-jogador, treinador e dirigente de grandes clubes do Brasil morreu na manhã desta quinta-feira

Valdir Espinosa morreu na manhã desta quinta-feira aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Clubes e personalidades lamentaram a perda do ídolo em depoimentos e manifestações nas redes sociais. O velório será de 15h às 22h, no Salão Nobre de General Severiano, sede do Botafogo.

Campeão do mundo em 1983, Renato Gaúcho e Espinosa tiveram uma relação muito próxima, praticamente de pai e filho. Eles voltaram a trabalhar juntos no Grêmio em 2016. Segundo o atual treinador do Tricolor, não será fácil superar a perda de seu exemplo.

– Hoje o dia amanheceu mais triste. Perdi meu segundo pai, meu irmão mais velho, meu exemplo, meu grande e fraterno amigo. Foi pelas suas mãos que cheguei ao Grêmio e consegui dar para a minha família tudo que sempre quis. Vai ser difícil superar mais essa perda, mas temos de seguir em frente. E tenho certeza que ele sempre estará nos olhando, cuidando e guiando. Vai com Deus meu grande amigo.

Em seus sites oficiais, Botafogo e Grêmio publicaram notas de pesar, lamentando o falecimento do ex-treinador.

“É com muita dor e imenso pesar que o Botafogo de Futebol e Regatas comunica o falecimento do Professor Valdir Espinosa, aos 72 anos. Comandante do título Carioca em 1989, Espinosa exercia a função de Gerente Técnico desde dezembro de 2019.

Muito querido no Clube por torcedores e por quem conviveu com ele no dia a dia, Espinosa vai fazer muita falta. Sua liderança, exemplo e ensinamentos seguirão no Botafogo como legado dessa figura tão representativa na história do Clube.”

O Grêmio também recordou as conquistas que o treinador deu ao clube, incluindo a mais importante delas: o Mundial de Clubes em 1983.

“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa, com imenso pesar, o falecimento de Valdir Espinosa, um dos maiores técnicos de sua história. Sob o comando de Espinosa o Grêmio abriu as portas do continente e do mundo ao Rio Grande do Sul, conquistando a Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes em 1983.

Valdir Espinosa retornou ao Grêmio em 2016, como Coordenador Técnico e participou da conquista do pentacampeonato da Copa do Brasil. Atualmente exercia o cargo de Gerente Técnico do Botafogo.

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense se solidariza com toda a família Espinosa, amigos e torcida nesse momento de dor.”

O Palmeiras, clube que dirigiu em 1995, foi o primeiro dos grandes a enviar condolências à família de Espinosa nas redes sociais.

O lateral-direito Leonardo Moura, treinado por Espinosa em Botafogo, Fluminense e Metropolitano-SC, disse que foi um prazer ter virado amigo do gaúcho de Porto Alegre. Trabalharam juntos também no Grêmio.

Em contato com o GloboEsporte.com, Carlos Augusto Montenegro, integrante do Comitê Executivo de Futebol do Botafogo e presidente do título brasileiro de 1995, fez alusão à frase dita por Espinosa em 1989 tão logo que assumiu o clube. No ano em questão, o Glorioso amargava 21 anos de jejum sem títulos e acabou campeão carioca com histórica vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, com gol de Maurício.

– Pode dizer que aquela estrela que ele viu no céu em 1989 agora virou a casa dele. Muito obrigado por tudo. Beijo carinhoso.

Luisinho Quintanilha, uma das peças-chave da conquista do Botafogo em 1989 e que cai no gramado muito emocionado após o apito final da final contra o Flamengo, foi outro a fazer referência à frase de Espinosa que revelava o desejo de ver a Estrela Solitária no placar eletrônico do Maracanã.

– Saudade muito grande, perda muito grande para o futebol, para as pessoas e para a família. Foi fundamental na conquista em todos os sentidos. Além de trabalhar muito dentro de campo, conseguiu ajudar muito na gestão do futebol do Botafogo. Personalidade forte, mas muito humano e carinhoso com todos. Muito conhecimento de futebol e de tática. Aquela estrela e aquela luz que ele tanto pedia: “Eu quero ver o Botafogo campeão”… Falava da estrela brilhando lá no placar do Maracanã. Agora ele é mais uma estrela que vai brilhar no Céu, nosso querido Valdir Espinosa.

Roger Flores, comentarista do SporTV, destacou que já tinha relacionamento com Espinosa antes mesmo de ser treinado por ele em três oportunidades no Fluminense. Roger jogou ao lado de Allan, um dos filhos do ídolo, na base do Tricolor.

– Não só eu como toda a minha família estamos muito tristes com o falecimento. Se alguma coisa pode nos confortar é que ele faleceu fazendo o que amava. Dentro de um clube que amava. Ele tinha uma identidade muito forte. A história dele ninguém vai apagar. Ele tem dois feitos incomparáveis. Com o Grêmio, o primeiro título de Libertadores e único Mundial. E com o Botafogo aquele título de 1989 diante de um Flamengo muito favorito.

Outras manifestações de clubes e personalidades

Fonte: Globoesporte.com

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