Redes Sociais

Notícias

Plano de reabertura: veja o que o RJ poderá fazer a partir da queda de casos

Publicado

em

O governo do Rio de Janeiro anunciou, na última quarta (20), um plano de reabertura gradual do estado. Chamado de “pacto social”, o plano envolve medidas em três fases, com fatores que condicionam a flexibilização do isolamento social determinado por Wilson Witzel (PSC) em razão da pandemia do novo coronavírus.

Sem previsão para a progressão das fases, a ideia é tirar o plano do papel entre junho e agosto. Além do polêmico retorno do futebol com público, há modificações importantes na educação, comércio e transporte.

O uso de máscaras e as recomendações de higiene da OMS (Organização Mundial da Saúde) vieram para ficar mesmo na fase final do plano — essas medidas continuarão no cotidiano da população independentemente das condições determinadas por Witzel como balizadoras da flexibilização (bandeira amarela) e do “novo normal” (bandeira verde).

As condições são a redução na taxa de ocupação dos leitos de UTI (hoje em 86%) e a queda do número de casos na média semanal. A cada sexta-feira, o governo do Rio fará uma análise dessa curva.

A primeira fase é a bandeira amarela, que ocorrerá quando a taxa de ocupação dos leitos cair para entre 90% e 70% e os casos já estiverem em queda, ou seja, nas condições atuais do estado do Rio, é preciso que as taxas de casos e mortes passem a diminuir.

O home office será incentivado e as empresas que retomarem as atividades normais precisarão aferir diariamente a temperatura dos funcionários e respeitar lotação máxima de uma pessoa a cada 10m². As viagens não essenciais devem ser evitadas, mas não há, para nenhuma das metas do plano, uma explicação clara de como funcionará a fiscalização das recomendações e restrições.

Transporte

O transporte intermunicipal e interestadual sofrerá mudanças no Rio. Se o decreto válido até o dia 31 deste mês impede a circulação de carros de aplicativo entre municípios, mesmo na região metropolitana, a bandeira amarela permitirá o transporte entre as cidades sem restrições de acesso ou destino.

Os ônibus intermunicipais precisarão se adequar às normas de higiene, provir álcool 70% e andar com até 75% da capacidade, evitando lotações e aglomerações. A ventilação natural é recomendada e as empresas rodoviárias precisarão aferir a temperatura de todos os passageiros na entrada.

A recomendação é de que o transporte por aplicativos seja utilizado apenas para ida e retorno da atividade profissional ou viagens essenciais.

Sob a bandeira amarela, o transporte rodoviário interestadual seguirá suspenso entre o Rio e outras localidades com circulação do vírus confirmada ou situação de emergência decretada. Para as viagens entre estados, a aferição de temperatura precisará ser feita antes e após embarque com impedimento e orientação de isolamento a usuários e funcionários com febre. As máscaras, claro, são recomendadas.

Comércio

As maiores flexibilizações serão feitas num momento inicial a bares e restaurantes, que serão liberados para atendimento presencial, exceto self-service e buffet. O distanciamento social de ao menos 2m será mantido e os estabelecimentos só poderão funcionar com 50% da capacidade máxima.

Outro fator é importante: as mesas só poderão ser individuais ou do mesmo núcleo familiar, então, o chope dos amigos precisará esperar mais tempo.

Os bancos e o comércio em geral precisarão respeitar o limite de um cliente a cada 10m², com marcação de espaçamento no chão e recomendação de não utilizar provadores. Há também a sugestão de um horário de atendimento exclusivo para pessoas no grupo de risco.

Os shoppings e suas lojas poderão voltar a funcionar, respeitando os mesmos limites do restante do comércio e com aferição de temperatura na entrada. Os estacionamentos terão capacidade reduzida a 50% e os bebedores ficarão desligados. Qualquer tipo de evento, mesmo em áreas abertas, está vetado.

Eventos esportivos e culturais

A grande polêmica do documento é o retorno de atividades esportivas, mais notadamente, o futebol no Rio, uma vontade do presidente Jair Bolsonaro referendada pelo prefeito Marcelo Crivella. Indagado sobre o assunto, Witzel pareceu “empurrá-lo” para outras autoridades, mas seu plano envolve a volta dos jogos com público com até 50% da capacidade total do estádio.

Para efeito de comparação, o Maracanã, que tem 78.838 lugares, poderia, então, receber cerca de 39 mil pessoas. O texto fala em isolamento de 2m e aferição de temperatura, mas foi duramente criticado pela opinião pública e vozes dissonantes dentro do futebol, como os presidentes de Fluminense e Botafogo.

Crivella marcou uma reunião com os 16 clubes da série A do Rio e a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) para retomar o Campeonato Carioca. Representantes do Tricolor e do Alvinegro não se farão presentes.

As academias poderão ser reabertas, apenas suspendendo atividades nas piscinas. A capacidade será a mesma do comércio: uma pessoa a cada 10m², com 2m de distanciamento em áreas coletivas. Para garantir espaçamento, aparelhos como esteiras e escadas funcionarão com apenas 50% da capacidade.

A aferição de temperatura na entrada será obrigatória, bem como a renovação do ar do ambiente sete vezes por hora.

O governo Witzel, por outro lado, manterá restrições mais duras a atividades culturais. Eventos em pé seguem proibidos e crianças de até 12 anos e pessoas do grupo de risco estão impedidas de acessar teatros e cinemas. A aferição de temperatura será obrigatória na entrada desses locais, que precisarão se enquadrar em normas mais rígidas de higiene e fechar fileiras e colunas para garantir o distanciamento social de, ao menos, 2m.

Educação

Apesar de flexibilizar o comércio e os transportes, a educação seguirá tolhida: aulas de escolas e universidades, além de shows, feiras e eventos, seguirão impedidos.

Só sob o “novo normal”, a bandeira verde, voltarão a ser permitidos e sem restrições, de acordo com o plano. Não há nenhuma recomendação, entretanto, de ensino à distância ou outras ferramentas que podem ser utilizadas para alunos da rede estadual.

O “novo normal” ainda terá restrições

A progressão para a bandeira verde se dará quando a taxa de ocupação dos leitos de UTI ficar abaixo de 70% e a curva de crescimento de novos casos seguir caindo na média semanal.

Comércio, serviços, escolas, universidades, eventos, feiras e shows serão liberados.

Algumas medidas serão mantidas, como a aferição de temperatura diária em estabelecimentos comerciais e empresas, a recomendação do uso de máscaras e lotações máximas permitidas em ambientes fechados. A higienização frequente das mãos e o uso de álcool 70% também será obrigatório nesses locais e recomendados a todas as pessoas.

Indivíduos vulneráveis, ou seja, no grupo de risco, poderão retomar a interação pública minimizando participação em eventos, mas todos deverão evitar ambientes com multidão. Não haverá restrições a viagens não essenciais desde que sejam mantidas medidas de higiene. As visitas à instituições de idosos e pessoas especiais serão retomadas.

Fonte: UOL

Clique para Comentar

Copyright © 2019 Rádio Botafogo. Todos os Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: