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Ponte Preta rescinde com Roger

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A polêmica envolvendo o pré-contrato de Roger com o Botafogo encerrou o ciclo do atacante na Ponte Preta.O jogador assinou o vínculo com os cariocas e deixou sua situação com a Macaca insustentável. Ele, aliás, foi ao Rio de Janeiro e realizou exames médicos em sua futura equipe.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, o gerente de futebol Gustavo Bueno deu a versão da Macaca sobre o caso e confirmou que Roger não faz mais parte do elenco alvinegro no restante da temporada. O vínculo entre as partes, que tem duração até o fim de 2016, será rescindido.

Segundo Bueno, a negociação para tentar renovar com Roger começou há aproximadamente 40 dias. Em um primeiro momento, as partes chegaram a um acordo verbal. Na sequência, o atacante pediu uma nova valorização, a Ponte fez uma contraproposta, chegou ao valor pedido pelo atleta e praticamente fechou a permanência em reunião na última segunda-feira. Tanto que Gustavo Bueno disse, em entrevista no mesmo dia, que estava finalizando o processo. Após o treino, porém, Roger procurou um integrante da comissão técnica e disse que, apesar do acerto com a Macaca, já tinha assinado um pré-contrato com o Botafogo.

– Foi uma atitude que nos pegou de surpresa, que a diretoria não esperava, e que acabou culminando com a rescisão de contrato. Então, pela semana que consideramos importante, entendemos pelo desligamento. Ficamos chateados com a situação. Tenho uma relação antiga com o Roger. Talvez se não tivesse essa exposição, a viagem para o Rio, conseguiríamos conduzir internamente, como já fizemos outras vezes. Sabemos da liderança e do comprometimento do Roger, mas decisões precisavam ser tomadas – falou o dirigente.

Abaixo os principais trechos da entrevista coletiva de Gustavo Bueno:

SITUAÇÃO ENVOLVENDO ROGER
–  Vou procurar passar de uma forma sucinta o imbróglio, deixar claro e passar a verdade. Há 40 dias, procurei o Roger para renovação e de uma forma verbal chegamos a um acerto. A partir desse momento, passei para a diretoria da Ponte que estava praticamente finalizado e faria uma reunião com o representante para finalizar o processo.

MUDANÇA DE VALORES
– Houve uma mudança de valores. A partir daí, precisei passar para a diretoria, até porque a questão financeira não compete a mim, para ver qual o caminho seria traçado. Fizemos uma nova reunião, com o Roger e seu representante, colocamos a situação que tentaria chegar próximo do valor que havia sido pedido.

CLÁUSULA PARA 2017
– Até comentei que, se algum jogador chegasse em 2017 com um valor maior, colocaria uma cláusula para equiparar os valores dele. Isso foi antes da viagem para o Recife. Pela importância dele, pedi que esperassem o nosso retorno. Na segunda-feira, com a presença do Eduardo, fiz uma contraproposta para o Roger, que aceitou. Ele ficou feliz e contente com a situação.

ACEITAÇÃO DA PRESIDÊNCIA
– Falei que ligaria para o presidente validar, o presidente validou, a Ponte fez o esforço máximo para ficar. O Roger falou com o presidente, agradeceu o empenho. Saí da reunião e vim para a coletiva com vocês. Falei que estava no processo de finalização da renovação. Depois disso, encontrei o Roger atrás do vestiário, dei um abraço.

PRÉ-CONTRATO COM O BOTAFOGO
– Depois, o Roger procurou um integrante da comissão técnica e disse que já tinha assinado um pré-contrato com o Botafogo. O jogador estava no direito dele, a Ponte fez o seu máximo. O motivo do desligamento não está relacionado ao pré-contrato com o Botafogo. Entendemos que todos têm o direito de buscar o melhor para a família”.

IDA AO RIO DE JANEIRO
– O que levou é que, depois de toda essa situação, tomamos ciência que o Roger esteve no Rio de Janeiro na terça, acabou fazendo exames médicos. Então, por pregar a importância da semana, pela situação no momento, e mais importante, pelo Roger ainda ter uma vigência contratual, entendeu que a atitude não foi correta, expondo a entidade. Então esses são os fatos.

EQUÍVOCO
– Volto a dizer: o período que o Roger esteve aqui sempre teve uma postura sensacional, sempre ajudando a Ponte. Talvez se equivocou em algumas decisões, e a diretoria optou pelo desligamento.

DEMORA
–  O que demorou é que em uma primeira reunião, ele aceitou a proposta. Inclusive comentou que não via a hora de assinar o pré-contrato. Quando me reuni com o representante, houve mudança de valores. O Roger me disse por telefone que se antecipou. Aí demanda mais tempo, a diretoria precisa aprovar os novos valores. Então é difícil julgar. Volto a dizer: não tenho nada contra o Roger, temos amizade.

OUTRAS SITUAÇÕES
–  O que pegou é a ida dele para o Rio de Janeiro. Assim como pode ter no elenco outros jogadores com pré-contrato, mas são situações que você consegue conduzir internamente. O que pegou é que, com a ida dele para o Rio, como um líder do elenco, expôs a instituição Ponte Preta, não o Gustavo ou a diretoria, mas a instituição Ponte”.

CONVERSA COM ROGER
– Estivemos com o Roger pela manhã e colocamos o que eu falaria aqui. Não existe mágoa. Ele não aceitou a rescisão, evidente que ficou triste com a decisão, mas ao mesmo tempo entende que errou, deu para perceber que estava arrependido pela maneira como a situação foi conduzida. Foi uma conversa clara, aberta, e é isso aí.

–  Ele (Roger) não ficou feliz com a rescisão. Ele achou que merecia um pedido de desculpa por tudo o que fez pela Ponte. Mas colocamos para ele se colocar no lugar da Ponte, da diretoria. Não que ele tenha se recusado a assinar a rescisão. Ele somente não gostou da decisão.

REPERCUSSÃO
– Colocamos para o elenco como os fatos ocorreram. Passamos para os atletas o que estamos falando agora. Não houve nenhum julgamento.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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