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Protocolo marca presença, mas não resiste às comemorações na goleada do Botafogo

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Maioria das medidas do “Jogo Seguro” da Ferj são cumpridas, mas orientações esbarram nos hábitos de jogadores e outros envolvidos na goleada de 6 a 2 sobre a Cabofriense

Não há “novo normal” que mude, em tão pouco tempo, todos os hábitos dos envolvidos em um esporte com tanto contato como o futebol. Esse é o grande desafio que o protocolo “Jogo Seguro”, da Ferj, falhou em superar nas primeiras partidas da retomada do Campeonato Carioca. Como neste domingo, na goleada do Botafogo no Nilton Santos.

A organização no estádio, até onde a imprensa teve acesso, pareceu funcionar. Funcionários equipados, pessoas sendo testadas, uso de máscara e álcool em gel. Na chegada das delegações, os jogadores apareceram com proteção e tiveram as temperaturas medidas antes de seguirem para os vestiários, como manda o protocolo.

Tudo certo até chegar no campo, quando o calor do jogo entra na equação. Ainda mais na comemoração de cada um dos oito gols dos 6 a 2 do Botafogo sobre a Cabofriense. No meio da alegria, não foi possível conter abraços e aglomerações de atletas.

O que poderia ter sido evitado foi a falta de proteção do técnico Luciano Quadros, do time visitante, que passou todo o jogo na área técnica e com o rosto descoberto. Repetindo o que fizeram os treinadores de Flamengo, Bangu, Portuguesa e Boavista nas partidas anteriores.

Renê Weber, substituto de Paulo Autuori no Botafogo, foi o primeiro comandante a não dispensar o uso da máscara desde que o Estadual foi retomado. A proteção é uma das exigências do protocolo, mas a Ferj e os clubes entendem que é uma falha perdoável, porque todos os profissionais são testados. O rosto coberto atrapalharia as instruções na beira do gramado.

Nilton Santos diferente

Dentro e fora do estádio, o clima não foi nada parecido com um dia de um jogo normal. As arquibancadas, por motivos óbvios, estavam completamente vazias. Foi possível ouvir a interação entre os jogadores no gramado da tribuna de imprensa. Os espaços internos estavam com instruções de distanciamento social e dispositivos com álcool em gel. A própria presença da imprensa no estádio foi reduzida.

No entorno do Nilton Santos, nada sugeria que acontecia uma partida de futebol na parte de dentro. O comércio estava quase todo fechado e a estação de trem, vazia. A lamentar, apenas a presença maciça de moradores da região que tiraram a manhã para fazer exercícios na rua. Muitos não respeitavam o distanciamento mínimo e outros nem sequer usavam máscaras.

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Foto: André Durão
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Foto: André Durão

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: André Durão


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