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PVC vê Autuori com “brilho nos olhos” no Botafogo e faz ressalva com uso de Kalou

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Comentarista do Grupo Globo, Paulo Vinicius Coelho analisou o trabalho de Paulo Autuori. O jornalista fez rasgados elogios por enxergar o treinador com motivação extra no clube.

– O Autuori é uma figura enigmática, um pouco porque passou um bom tempo sem grandes trabalhos como técnico e decidiu que não seria mais técnico. Voltou ao Botafogo como técnico porque tem identificação dos anos 90, o bichinho picou ele de novo, está trabalhando muito bem, com brilho nos olhos, no processo de reconstrução do Botafogo. Isso passa muito pela base, implico um pouco com a política de contratar pelo marketing, o Kalou jogou cinco partidas no Campeonato Alemão. Acredito mais na formação, tem quatro titulares (Marcelo Benevenuto, Kanu, Caio Alexandre e Luis Henrique). Foi campeão brasileiro sub-20 em 2016 e só o Alison não jogou em cima. Não existe marketing maior que ganhar campeonatos. O Botafogo é o único grande que não ganhou Copa do Brasil, esse ano é possível. Está fazendo time organizado e competitivo, não é brilhante, mas compete, ganha do Atlético-MG, estava ganhando do Flamengo, isso em reconstrução – explicou PVC.

Estilo de jogo

A forma do time jogar as últimas partidas, mais postado defensivamente e saindo em contra-ataques também foi analisado pelo comentarista, que vê alternativas sendo criadas.

– Não gosto da frase saber sofrer, o ideal é vencer sem sofrer. Não precisa tomar três bolas na trave para vencer o jogo e tomou três bolas na trave do Atlético-MG e venceu. Ele está montando um time que me chamou atenção, porque jogou com linha de cinco, ele não gosta disso. Mesmo quando ele monta três zagueiros espalha o lateral de um lado e puxa o do lado oposto. Isso ia acontecer com Kevin na linha do meio de campo contra o Flamengo, mas o Benevenuto não escapou como lateral e o Kevin retornou para a linha de cinco. Foi um erro, um acaso – disse PVC.

– Autuori nunca foi um retranqueiro, a questão é montar um time que trabalhe a bola no meio-de-campo. Ninguém quer ficar trancado o tempo inteiro com a bunda no azulejo, mas precisa trabalhar no seu limite. Se pensar no time de 95, era inferior tecnicamente a Palmeiras e Cruzeiro daquela época, não ao Santos, mas aos poucos ganhou jeito de jogar. Quando começou campeonato com meio com Leandro Ávila, Jamir, Beto e Sérgio Manoel, a gente olhava como olha hoje: “desse mato, não vai sair coelho”. Saiu. Só que é trabalhoso, lento. Precisa jogar contra adversários mais montados de acordo com a sua necessidade – acrescentou.

Uso de Kalou

Para PVC, Paulo Autuori terá um desafio de como utilizar Kalou, a quem faz uma ressalva.

– Kalou tem um probleminha, que é o fato de se vai conseguir fazer o vaivém. Pode ser muito bom, porque pode ser o escape do lado direito, ou jogar do lado esquerdo e inverter com Luis Henrique. Quando traz jogador desse, você fala ele tem que jogar. É o caso do Kalou, mas não pode fazer mal ao time. Vai acrescentar velocidade ao time, mas precisa ter esse ida e volta, compactar o time para ganhar jogos importantes em um escape – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e O Globo Online / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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