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Sandro recusou proposta de rivais por amor ao Botafogo e não aceitou sair na Série B: “Queria subir”

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Sandro jogou no Botafogo de 1999 a 2004, mas até hoje é lembrado e querido pela torcida. A boa relação se construiu pela garra que o zagueiro demonstrava ao vestir a camisa do alvinegro e ao amor que tem pelo clube.

Em entrevista, Sandro revelou que recusou diversas propostas para sair do Botafogo, até mesmo de rivais.

– No Botafogo chegou proposta do FlamengoVascoFluminenseCruzeiroGrêmio, vários clubes. Nunca quis sair do Botafogo. A torcida me adora, me sinto bem aqui, não vou sair. Ninguém entendia. Quando caímos para a Série B, recebi proposta do Beira-Mar, de Portugal e de um monte de clubes brasileiros. Falei não vou não, quero ficar. Pedi essa chance ao Bebeto (de Freitas, presidente), para retornar com o time para a Série A. Não quero sair daqui com a imagem que deixou na Série B. Falou que só podia pagar metade, falei que não estava preocupado, vocês nem me pagam (risos). Não tinha nem água para tomar banho ou ônibus pra levar o time. Não estou preocupado com o dinheiro do Botafogo, quero subir. Ele me deu oportunidade e a gente conseguiu – contou Sandro, que é completamente identificado com o clube.

– Na minha casa tem mural de fotos, 90% são do Botafogo. Paixão é muito pouco, tenho amor pelo Botafogo. É um carinho imenso, inexplicável pelo Botafogo – afirmou.

Chute na porta do vestiário de Caio Martins

O ex-zagueiro relembrou como foi o episódio de quebrar a porta do vestiário do Caio Martins, duas vezes, uma ao cair e outra ao subir com o Botafogo.

– Em 2002, estava com uma lesão, estiramento no adutor, falei vou jogar do jeito que eu estou. Ah, mas está há duas semanas sem jogar. Eu fui. Acabou que fui expulso por uma entrada no Jorginho Paulista, teve confusão, veio o Julio Baptista… Quando saí, com a cabeça daquele tamanho, fui rebaixado, descontei nas garrafinhas. Aí fui para o vestiário, mas a porta estava fechada, chutei tudo. Coitado do Gonzaguinha, roupeiro, que se assustou comigo (risos) – disse Sandro.

– Em 2003, foi Deus, todo mundo me pergunta o que eu estava fazendo no ataque. A bola sobrou num escanteio, o Edgar brigou, ela chegou no Leandrão, eu falei “vai, boneco de Olinda, rola para trás”. Deu uma subidinha, quicou, veio aquele chute forte que é marca registrada (o primeiro gol do Botafogo na vitória por 3 a 1 sobre o Marília, Camacho fez os outros dois). Agora vou quebrar a porta, mas de alegria. Pá de novo, até cortei a mão. Nem doeu, uma alegria daquela. Tirei um peso da consciência e das costas. A minha época que melhor amanheci foi daquele sábado para o domingo de manhã, estava nas nuvens. Era bem mais difícil subir que nos dias de hoje – completou.

Fonte: Redação FogãoNET


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