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Sem pensar em voltar a treinar, Botafogo caminha para três meses de atraso de salários

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Se a diretoria do Botafogo finca o pé e insiste em não retornar aos treinamentos, alegando que não é hora da volta das atividades devido às mortes pelo novo coronavírus, os jogadores do elenco profissional passam por aperto, em função do não pagamento de salários. Internamente, parte do grupo cobra o retorno aos trabalhos.

Segundo a reportagem apurou, alguns integrantes do plantel relatam situação de dificuldade, enquanto a diretoria caminha para o terceiro mês sem pagar nem parte dos vencimentos, já que o clube não fez acordo de redução com os jogadores.

Os mais experientes e líderes do elenco estão alinhados com o discurso do clube e receosos por um retorno, enquanto outros, que recebem salários menores e, por isso, têm mais dificuldades, pressionam por uma volta mais apressada, visando, quem sabe, o pagamento dos salários.

O clube é firme desde o início na posição de ser contra a volta precipitada dos treinamentos por questões sanitárias. A dificuldade financeira para implementar o protocolo debatido entre os demais clubes do Rio seria uma das razões para pedir o adiamento do retorno até uma situação mais controlada da doença.

Enquanto isso, os atletas seguem com treinos físicos em suas casas, através de plataforma de vídeos.

Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Executivo do Futebol do Botafogo, que já havia sinalizado o retorno aos treinos apenas no fim de junho, informou que o clube vai tentar quitar parte da dívida no começo do mês.

— Estamos aguardando algumas situações, mas estamos com dois meses em atraso agora em maio, a ideia é pagar até dia 5 ou dia 10 — disse o dirigente.

Montenegro confirmou que o Botafogo ainda não testou seu elenco e informou que isso só será feito quando o retorno aos treinos estiver determinado.

— O Botafogo está em casa respeitando a quarentena. Não sei quando vai ser o retorno. Os testes serão nessa época.

Preocupação com a saúde

A ideia da parte do elenco que quer voltar é apressar a futura retomada de receitas por parte do clube para que o pagamento dos ordenados volte a acontecer. Apesar disso, nem todos são a favor, como o goleiro Gatito, um dos líderes do grupo:

— Penso que o mais importante hoje em dia é a saúde para logo podermos fazer o que mais amamos, jogar futebol. Gostaria muito de estar em campo, mas o mundo inteiro parou — afirmou o goleiro ao programa “Os Donos da Bola”, da Band.

Fonte: Extra Online


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