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Sem sisos e com coaching, o novo Leandrinho

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Camilo e Montillo já estão à disposição, mas o Botafogo vinha de vários jogos recentes sem a dupla, dois dos principais jogadores do elenco. Era uma chance e tanta para Leandrinho herdar a vaga no meio de campo e ganhar sequência no time. Seria, mas não aconteceu. O motivo? As seguidas lesões na coxa esquerda. A última ficou até marcada pelo choro do jogador ao deixar o gramado diante do Vasco, na final da Taça Rio há dois meses. Quis o destino que ele retornasse à lista de relacionados justamente no clássico contra o mesmo rival, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), no Nilton Santos, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileio. A volta de um novo Leandrinho após uma força-tarefa fora de campo.

A comovente cena do choro surpreendeu, mas não foi a única coisa que chamou a atenção na época. A maior preocupação era: por que um jogador tão jovem, de apenas 20 anos, poderia sofrer quatro lesões em um espaço de 10 meses no mesmo local? Depois de muitos exames, encontraram resposta em um raio-x dentário – estudos recentes da medicina mostram que inúmeras vezes as infecções, inflamações bucais e problemas sistêmicos têm relação com contusões musculares. Leandrinho foi aconselhado a extrair os sisos, retirou os quatro dentes de uma vez e por causa disso ficou uma semana fora dos treinos em recuperação.

Na volta à rotina do clube, o meia encontrou um departamento médico reformulado após a troca do coordenador responsável – Luiz Fernandes Medeiros foi demitido e deu lugar a João Grangero, que foi diretor médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O “staff” alvinegro preparou para Leandrinho um cronograma individualizado dos demais, com fisioterapia, esteira, exercícios de campo… Além disso, fez um trabalho de fortalecimento e reequilíbrio muscular com o Kineo, um dos novos aparelhos do clube comprados no ano passado, na reforma do setor, e instalados no Nilton Santos. Depois de tudo isso, ele voltou a treinar com bola na semana passada.

Por fim, o jovem também recebeu um apoio psicológico durante o período em que ficou afastado dos jogos. As lágrimas captadas pelas câmeras de TV não se restringiram àquele momento. Leandrinho viveu dias difíceis emocionalmente, estava abalado pois sabia que era a sua chance de mostrar serviço após ter vivido bons momentos na temporada passada – com direito a golaço sobre o Corinthians em São Paulo. Por isso, fez um trabalho com um “coaching” esportivo promovido pela “Magnitude Group”, empresa que gerencia a carreira do atleta, com foco em equilibrar o lado emocional e readquirir confiança para voltar motivado.

O último exame realizado na coxa mostrou que o músculo está zerado e, assim como ele, pronto para aguentar o tranco daqui para frente. Segundo relato de pessoas próximas, a cabeça também está boa fora de campo, onde tem sido mais caseiro depois que começou a namorar há cerca de três meses. A faca e o queijo estão nas mãos para recuperar o futebol de quando surgiu como uma das revelações do Botafogo. Mas ele sabe que terá que ter novamente paciência. Nesta quarta-feira, ficará no banco de reservas contra o Vasco, à espera de novas oportunidades.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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