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Sérgio Manoel revela tristeza com jejum do Botafogo e se coloca à disposição para substituir Espinosa

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Campeão brasileiro em 1995 e com espaço garantido no coração do torcedor alvinegro, Sérgio Manoel revelou gratidão ao Botafogo, mas mostrou também uma ponta de tristeza por ver o clube há muito tempo sem títulos de expressão. Direto dos Estados Unidos, onde mora há nove anos, o ex-meia revelou que acompanha o clube com muito amor e preocupação.

– Fico muito contente com o reconhecimento do torcedor botafoguense. Sei o quanto me dediquei, em meio a tanta dificuldade, então não posso ser hipócrita, é muito bom desfrutar dessa condição de ídolo. Por outro lado, como botafoguense que sou, também vivo triste. Por muitas vezes, não sei a escalação do time. Acompanho o Botafogo de longe, meu filho do meio, Pedro, acompanha ainda mais. Os resultados não estão à altura da tradição e da grandeza do Botafogo. É muito tempo ficar há 25 anos com um título nacional. Não quero sofrer tanto, quero ter mais alegria – afirmou Sérgio Manoel.

– Faço um apelo aos dirigentes para que tenham profissionalismo e carinho ao cuidar desse clube e ter a ambição de colocá-lo no nível mais alto. É um desabafo de um torcedor, de ex-jogador, que possa repercutir de alguma maneira e que os dirigentes possam se engajar nessa luta. É o desejo que tenho para o meu Botafogo – completou o ex-jogador em entrevista ao AM Canal, do jornalista André Marques.

Hoje, técnico de uma escolinha oficial da Juventus, da Itália, em Miami, Sérgio Manoel se colocou à disposição para ajudar o Botafogo fora das quatro linhas. Ele citou o vácuo deixado por Valdir Espinosa, que era gerente-técnico e morreu em fevereiro deste ano.

– Conversei recentemente com o Montenegro sobre a perda do Espinosa, uma figura importantíssima para todos nós. Gostaria de ser um nome que pudesse ser lembrado para esse espaço. A maneira como o torcedor me vê poderia ajudar muito. Poderia ser um homem de confiança para a comissão técnica, ter acesso ao vestiário, ter o respeito dos jogadores, que quando olhassem viriam que eu tinha uma história ali dentro. Fazer esse meio-de-campo, não deixar o vestiário se empolgar tanto com as vitorias, não ir lá embaixo quando perdesse… Esse termômetro eu poderia fazer, de estar ali entre a diretoria. Seria uma ideia, um sonho, só espero um convite do Botafogo para um dia ajudar fora das quatro linhas – disse.

“Fui campeão no Botafogo com sete meses de salário atrasado”

Assim como acontece hoje, o Botafogo viva em 1995 enormes dificuldades financeiras. Elas eram até mesmo maiores: não havia local para treinar, por exemplo e muitas vezes os jogadores não tinham nem sequer acesso a materiais básicos de treinamento, como isotônico, atadura ou esparadrapo. Sérgio Manoel contou que os percalços que o grupo de jogadores encontrou naquele ano, o tornaram ainda mais fortes.

– Era caótico do ponto de vista financeiro. Fui campeão brasileiro com sete meses de salário atrasado. Não tinha dinheiro. O Montenegro (presidente na época) teve uma reunião e falou: “A maneira que tenho de ter dinheiro é ganhando os jogos, porque o torcedor vem, fazemos renda e a gente reverte para vocês em forma de pagamento.” Aquele grupo de 95 nunca teve como foco o dinheiro. Precisávamos do dinheiro, claro, mas isso foi o diferencial do nosso time: conseguimos através da amizade criada pela dificuldade nos unir em torno daquela ideia. Era um grupo de homens acima de tudo, que entendia o que era vestir a camisa do Botafogo – relembrou Sérgio Manoel.

Fonte: Redação FogãoNET e AM Canal


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