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Site coloca Botafogo ao lado de Manchester, Rangers e Everton em lista dos times mais “sofredores”

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Esportes são cruéis. Sim, nós dissemos isso. Eles brincam com nossas emoções, mexem com nossos corações, nos enchem de alegria e tiram toda ela do nosso corpo rapidamente. Todo torcedor sabe como é perder um grande jogo, mas que tal uma temporada inteira de derrotas? Que tal uma década? Que tal uma vida?

Há torcedores infelizes por todo o futebol, mas se sua definição de dor é não todos os troféus, ou ser eliminado nas quartas da Champions League, pense novamente. Você ainda não viu nada.

O Índice de Tormento da ESPN é uma chance de destacar os times que sofreram muito mais do que o normal nas últimos anos, para que seus torcedores possam contar as suas histórias e explicar como é difícil torcer.

Botafogo: em busca das glórias das décadas de 50 e 60

“Há coisas que só acontecem com o Botafogo.”

É uma frase comum no futebol carioca, geralmente pronunciada pelos torcedores do clube. A profundidade da autopiedade é reveladora e, em certo sentido, compreensível.

Quando os torcedores mais velhos do Botafogo falam da idade de ouro de seu clube, não é uma nostalgia. Eles realmente cresceram assistindo as lendas. As equipes brasileiras que venceram a Copa do Mundo em 1958, 1962 e 1970, estabelecendo assim o país como lar espiritual do futebol, eram basicamente formadas pelo time do Santos, que incluía Pelé, e pelo Botafogo, que contribuía com Garrincha e Nilton Santos. Didi e Gerson, comandantes do meio de campo da Seleção, eram jogadores do Botafogo, assim como Zagallo. Amarildo, que interveio tão bem quando Pelé se machucou em 62, e Jairzinho, que marcou em todos os jogos da mágica campanha de 1970 também eram do Fogão.

Todos são comemorados no estádio toda vez que o Botafogo joga em casa, mas o contraste entre a qualidade dos jogadores celebrados e os do campo é desagradável para os que atualmente usam as listras em preto e branco. Equipes recentes, mesmo quando têm algum sucesso, não têm um grande sucesso. Por duas vezes neste século, o Botafogo passou uma temporada na segunda divisão, e eles entram nesta temporada do futebol brasileiro com mais chances de cair do que de ser campeão.

Enquanto isso, para piorar a situação, o rival local Flamengo nada de braçadas. É o atual campeão do Brasil e da America do Sul, ostentando uma equipe com a profundidade de elenco que nem o mais otimista torcedor do Botafogo poderia sonhar em ter.

Esse abismo é relativamente novo. Os torcedores do Botafogo são apaixonados, mas não são muitos. Eles não podem esperar igualar o tamanho imenso da base de apoio nacional do Flamengo, que o clube aprendeu a monetizar. Eles são ricos, enquanto o Botafogo está endividado, e as esperanças deste último estão atribuídas a uma mudança de status.

Como todos os times brasileiros tradicionais, o Botafogo é um clube social com um presidente eleito pelos membros. Tentativas estão em movimento para transformar a equipe em um negócio. Muitos vêem isso como algo bom, mas a pergunta que não quer calar segue: de onde virá o dinheiro?

No curto prazo, o Botafogo aumentou seu perfil internacional com a contratação de Keisuke Honda, que se tornou instantaneamente um herói do clube. Para aqueles que nascem com uma expectativa de grandeza, a mediocridade é ainda mais difícil de suportar e os fãs anseiam pelo pé esquerdo da Honda para conjurar um feitiço e voltar no tempo.

Há um livro popular no Brasil chamado “Feliz 1958, o ano que nunca deveria ter terminado”. O país estava em expansão, a arquitetura estava no auge, a bossa nova estava se firmando e o Brasil venceu sua primeira Copa do Mundo com uma equipe cheia de jogadores do Botafogo. Se uma máquina do tempo estivesse disponível para levar as pessoas para lá, os torcedores do Botafogo estariam no topo da fila. – disse Tim Vickery.

Fonte: ESPN Brasil


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