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Somália explica falso sequestro no Botafogo e Joel brinca: “É ruim dele ser sequestrado, escorregadio para caramba”

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Jogador importante no título carioca de 2010 e titular no Campeonato Brasileiro, Somália começou a se perder no Botafogo em 2011 com um episódio polêmico. O volante criou uma versão de “sequestro” para justificar a ausência na reapresentação do elenco.

Entretanto, a história não durou muito tempo. Logo, a polícia do Rio de Janeiro descobriu que o sequestro não foi real, foi uma falsa comunicação de crime. Somália explicou o episódio no canal do Joel Santana, no YouTube.

– Eu falo em partes, porque envolve outras pessoas e não quero gerar desconforto a elas. Da minha parte, foi uma infantilidade tremenda de escutar outras pessoas. Causou muito mais problemas para mim do que para outras pessoas. Na época, eu ingeria bebida alcoólica, estava alcoolizado no dia e era uma reapresentação. A multa já era diária, por chegar atrasado, mas você continua trabalhando normalmente. Tinha toda questão de não decepcionar as pessoas que investiram em mim na época. Eu tinha contrato de um ano, tinha acabado de renovar depois de ter jogado o Campeonato Brasileiro. Estava jogando bem, me destacando um pouco e tinha toda aquela tensão: “Pô, não posso decepcionar o Papai (Joel Santana), o Anderson Barros que me ajudou muito e as pessoas que confiavam em mim”. Foi um ato impensado – afirmou Somália, que não imaginou dar outra desculpa.

– No momento não pensei em hipóteses. Hoje olho e falo “que besteira”. Na verdade, eu menti, mas inventei outras questões que eram muito mais sérias. Se eu tivesse a cabeça de hoje, seria totalmente diferente – contou.

Técnico do Botafogo na época, Joel Santana relembrou o episódio com bom humor e disse nunca ter acreditado na história do sequestro.

– Falei mentira, mentiroso, quem vai sequestrar o Somália? Escorregadio para caramba. O outro que vai ser sequestrado no lugar dele. Foi nada, duvido que ele foi sequestrado. Ele dava nó em pingo d’água. Já falava vem e conta logo a verdade, senão eu vou ficar com raiva – declarou Joel, aos risos, antes de dizer como foi o papo com Somália.

– Quando você esta bem todo mundo te convida, quando está mal ninguém te convida. A gente faz coisas certas e erradas. Em uma impulsão ele errou, mas em vez de botar de castigo, eu fiz coração de pai e perdoei. Falei: “não erra mais”. Tem comandante, equipe e grupo, estou respondendo por vocês. Acabou, vai treinar. Bater é muito fácil, todo mundo quer, mas na hora que a pessoa está precisando de uma ajuda, uma mão, um conselho… Quem nunca errou nessa vida? – comentou Joel.

Somália teve lições positivas do falso sequestro.

– As duas coisas positivas que eu tirei foi saber o ponto que posso chegar, até onde posso ir e ter ajudado o pessoal de Teresópolis (em período de fortes chuvas), porque paguei a pena em cestas básicas. Foram R$ 22 mil em cestas básicas, acabei ajudando. Sempre fazia isso, mas foi em uma época que uma coisa ruim terminou em uma coisa boa. Sempre fui de ajudar mais as outras pessoas que a mim mesmo, relembrei essa minha essência – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do Joel


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