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STJD marca sessão de mediação com Botafogo, Fluminense e Ferj sobre pedidos de adiamento dos jogos

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O presidente do STJD, Paulo Salomão, tem em mãos as ações de Fluminense Botafogo para não jogarem na data marcada pela Ferj. Ele vai analisar os pedidos e dar um parecer ainda nesta sexta-feira. Antes, foi marcada uma sessão de mediação às 18h, entre os dois clubes e a Federação de Futebol do Rio.

Ao Extra, o magistrado explicou que a medida foi baseada no fato do impasse envolver aspectos técnicos ligados à medicina e à saúde pública. Por isso, ele acredita que, com todas as partes sendo ouvidas, seja possível chegar a um meio termo que atenda a todos os envolvidos. Caso não haja um acordo, ele irá decidir o imbróglio monocraticamente neste sábado.

– Você tem três fatores aqui. Um é a urgência. Segundo, que tenho um elemento médico envolvido e eu não sou médico. Convoquei um médico da CBF, ou alguém indicado por ela, que possa auxiliar na tentativa de chegarmos nas datas de realização destas partidas de Fluminense e de Botafogo e, além disso, as partes já tentaram esse acordo e não conseguiram. Não é uma questão se é a favor de A ou de B. Dá para chegar num meio termo. Na minha concepção é possível que as partes consigam compor um meio termo. Porque, no final das contas, o maior prejudicado neste dissenso é a própria competição.

Em seu despacho o presidente do STJD solicitou a intimação e convite urgente para que participem da sessão:

– Os clubes requerentes – Fluminense F.C. (RJ) e o Botafogo F.R. (RJ);

– O Presidente da Comissão Médica e Antidopagem da Confederação Brasileira de Futebol, Dr. Jorge Pagura ou profissional médico por ele indicado;

– O Procurador Geral do STJD do Futebol, Dr. Felipe Bevilaqua ou um Sub-Procurador Geral por ele designado;

– O Presidente do-TJD RJ (que participou da reunião arbitral), Dr. Marcelo Jucá;

– A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, na pessoa de seu Presidente ou pessoa por ele designada;

Pela tabela, o Fluminense enfrenta o Volta Redonda, no Maracanã, na segunda-feira. No mesmo dia, o Botafogo recebe a Cabofriense. No dia 25, os dois tem mais um jogo marcado para encerrar sua participação na fase de grupos da Taça Rio. Eles querem disputar estes compromissos nos dias 1º e 4 de julho, já que seus elencos só voltam a treinar no fim de semana.

Apesar de entrarem com medidas individuais, os clubes pedem adiamento das duas próximas partidas do Campeonato Carioca; que seja declarado a ambos o direito de não atuarem nos jogos dos dias 22 e 25 de junho e que seja determinada à Federação de Futebol do Rio de Janeiro que não aplique nenhuma penalidade aos clubes por não atuarem nas partidas.

Nos documentos, os clubes destacam a propagação desenfreada da Covid-19 no estado do Rio de Janeiro; o adiamento dos Jogos Olímpicos do Japão que passou para 2021; a paralisação no futebol em todo o mundo, além dos demais esportes. Ainda de acordo com os clubes, os cuidados no retorno ao futebol são justificáveis na medida que crescem os números de contaminados pelo coronavírus no Brasil.

Fluminense e Botafogo destacam ainda que impugnaram o edital de convocação da FERJ, realizada no dia 25 de maio e em Conselho Arbitral no dia 6 de junho aprovaram o protocolo de saúde a ser adotado no retorno do Campeonato Carioca com a ressalva de que ambos os clubes somente poderiam retornar quando houvesse o achatamento da curva de contaminação.

A decisão do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio (TJD-RJ), Marcelo Jucá, não pegou Botafogo e Fluminense de surpresa. Os dois clubes já esperavam que os pedidos pelo adiamento de seus jogos fossem indeferidos. Pode-se dizer que a parte mais importante de suas estratégias começa a partir de agora.

Os clubes buscaram o TJD-RJ por ser esta a primeira instância da Justiça desportiva. No entanto, devido ao antigo alinhamento entre o presidente do órgão com a federação de futebol do Rio (Ferj) já contavam com a negativa. Comenta-se nos bastidores, inclusive, que a base da resposta de Jucá já estava pronta à espera da entrada dos pedidos de liminar. A velocidade com a qual a resposta foi publicada reforçou estes rumores.

A Justiça Comum só será procurada após o esgotamento das possibilidades na esfera desportiva. Na verdade, este passo não deve ser dado antes dos jogos marcados para Fluminense e Botafogo na tabela. Os clubes já decidiram e anunciaram que não irão a campo, mas irão aguardar a postura da Ferj após o fato ser consumado. Em caso de aplicação do W.O., vão pedir a suspensão da punição.

Fonte: Extra Online / Foto de Capa: Twitter / Campeonato Carioca


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