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Substituição temporária no futebol por causa da Covid-19? Europeus tentaram

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Federações, principalmente as europeias, tentaram com a International Board (IFAB), a associação que define as regras do futebol, exceção temporária no regulamento, além da que foi aprovada das cinco substituições. Levaram um não.

A ideia era que se aprovasse também uma liberação emergencial em 2020 para o que a IFAB chama de “retorno de substituições”. A regra é simples: jogadores poderiam ser trocados e, mais tarde, voltar a campo substituindo outro. Isso ocorre em quase todas as modalidades esportivas coletivas, menos no futebol. O atleta que é substituído não pode retornar à partida.

O “retorno de substituições” foi aprovado em 2017 pela IFAB para ser testado, mas somente em torneios de base e de veteranos. Profissionalmente, não. Alguns campeonatos de jovens pelo mundo usaram a novidade, mas não houve ainda uma avaliação da IFAB sobre qualquer possibilidade de tornar isso real no futebol de alto nível.

A pandemia causada pelo novo coronavírus paralisou competições no mundo todo e achatou o calendário. A Fifa orientou às federações que ao retomar ou iniciar competições, para ganhar datas, seria possível fazer mais partidas por semana do que o usual — no Brasil, por exemplo, lei determina intervalo de 60 horas entre os jogos.

Para não desgastar tanto os atletas caso associações decidam apertar seus calendários acumulando jogos, a IFAB aprovou que possam ser feitas cinco substituições por partida — hoje, a regra permite somente três e uma quarta em prorrogações. Há algumas limitações, como o treinador ser obrigado a fazer duas mudanças ao mesmo tempo, a quarta e a quinta, para evitar a cera que é usada durante alterações mundo afora.

Algumas associações, porém, enviaram carta à IFAB e à Fifa pedindo que o retorno de substituições também fosse liberado para 2020. O argumento usado foi de que isso faria com que os times pudessem viajar com elencos menores, o que facilitaria o deslocamento em tempos de pandemia.

Para a Ifab, porém, a ideia talvez tivesse efeito contrário e atletas ficariam ainda mais desgastados, entrando e voltando a campo em mais de uma partida por semana. Os testes feitos em confrontos de base ainda não mostraram que efetivamente o jogo pode melhorar com essa regra.

Os campeonatos terão liberdade para adotar, ou não, a liberação das cinco substituições, mesmo aqueles que já começaram e tiveram que parar, como os Estaduais brasileiros, a Copa do Brasil e a Libertadores.

Fonte: Coluna do Marcel Rizzo – UOL


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