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Técnico do Botafogo critica posição de Flamengo e Vasco sobre volta do futebol: “É muito preocupante”

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Convidado do Fora de Jogo desta quarta-feira (20), o técnico do Botafogo, Paulo Autuori, revelou sua opinião sobre a polêmica em volta dos posicionamentos dos clubes cariocas sobre a volta do futebol. O treinador ainda revelou estar espantado, principalmente com a posição de Alexandre Campello, presidente do Vasco e médico e do Flamengo, que defendem a retomada das atividades em meio à pandemia do novo coronavírus.

– Me causa estranheza, o presidente do Vasco é médico, um clube como o Flamengo passando por tudo que já passou, com perda de um profissional (massagista Jorginho) e tantos outros que foram infectados. Tentam forçar situação de volta do futebol. Os clubes estão preocupados sim com suas situações, passam por dificuldades financeiras e econômicas, que vão piorar com a pandemia, mas não é só o futebol que está sofrendo, o mundo corporativo está sofrendo, pessoas que trabalham na informalidade não estão conseguindo trabalhar. Infelizmente, essa é a nossa realidade, medíocre, de dizer eu quero ganhar, eu quero vencer, enfraquecendo os outros. A ideia tem que ser todos crescerem juntos. Tiro o chapéu para a Federação Paulista, nenhum clube voltou ainda para tirar vantagem. Estamos perdendo oportunidade clara de mostrar unidade no futebol, não há futebol forte sem clubes fortes. A CBF não pensa nisso, pensa apenas na Seleção Brasileira e em patrocínios. Acho muito preocupante ver a foto dos presidentes de Flamengo e Vasco com o presidente do Brasil. A CBF deveria ter tomado à frente, pensado junto com os clubes, falar que só pode retornar os treinos quando, minimamente, houver garantias dos segmentos ligados à área de saúde, mas como fazer isso se não temos exemplo daquele que é o principal do nosso país? Estamos à deriva – afirmou o treinador do Botafogo.

Paulo Autuori também rebateu a declaração de Walter Feldman, secretário-geral da CBF, que recentemente falou que o treinador “não tinha representatividade nenhuma no futebol”. O comandante alvinegro criticou a atitude do executivo e também reclamou das condições de trabalho concedidas pela CBF aos profissionais do futebol no país.

– O digníssimo senhor secretário-geral Walter Feldman foi dizer que não tenho representatividade. Não quero ter representatividade nenhuma. Tenho autoridade de um homem de futebol, 45 anos de trabalho em diversas funções, três continentes diferentes, seis países diferentes, reconhecido pela postura pela imprensa e pelos profissionais por onde passei. Esse é o meu orgulho. Não sei que representatividade têm dirigentes que caem de paraquedas, não são eleitos, já estão há um tempo e não fizeram nada de produtivo. Sou apenas única e simplesmente um trabalhador. Onde passo, tento dignificar o trabalhador brasileiro, o que a CBF deveria salvaguardar em condições muito melhores – criticou.

Fonte: Esporte Interativo


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