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Túlio Maravilha aprova Kalou e Honda, vê Botafogo no rumo certo e diz que hoje seria titular da Seleção

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Túlio Maravilha da década de 90 seria titular da Seleção Brasileira hoje? O artilheiro e ídolo do Botafogo não tem dúvidas que sim. Em entrevista ao canal da jornalista Aline Bordalo, ele comentou sobre a carência de camisas 9 no Brasil e sobre o Glorioso.

Com desejo de voltar ao clube apenas para ser embaixador ou comentarista na BotafogoTV, Túlio elogiou a S/A e as contratações de Kalou e Honda. Além disso, revelou que quase fechou com o Vasco em 1994.

Confira os principais trechos:

Seria titular da Seleção hoje?

– Não só eu, da minha geração todos estes seriam titulares absolutos: Romário, Bebeto, Edmundo, Evair, Viola, Guilherme, Luizão… Sem fazer força, cito cinco ou seis. Hoje é Neymar e mais quem? É ponto de interrogação em Richarlison, Gabriel Jesus, Douglas Costa. Falta um 9, a referência. Neymar tem que fazer gols e armar a jogada. Falta aquele 9 matador.

Ser personagem folclórico hoje

– Tem que ter muita criatividade. Eu ia me dar muito bem nos dias de hoje, porque antes não tinha a tecnologia e as redes sociais para divulgar. Hoje, vê a dificuldade dos jogadores porque tem muita assessoria. Antes, não tinha coletiva de imprensa. Era bem liberado, não tinha essa pressão, terminava os treinos no Caio Martins, eu dava entrevista, um por um, para os repórteres. Se o jogador tiver inteligência e criatividade, pode fazer grande marketing e tirar proveito.

História no Botafogo e não acerto com o Vasco

– A gente é escolhido, ninguém ama como a gente, coisas que só acontecem com o Botafogo. Tem esses bordões. Eu realmente fui escolhido. Em 1994, tive proposta do Vasco, com Eurico Miranda, mas não deu certo, não sei por qual motivo. Logo depois, surgiu o Botafogo, através do Carlos Augusto Montenegro, não pensei duas vezes, estava doido para voltar ao Brasil. Estava morrendo de frio e correndo errado, futebol na Suíça não era lá essas coisas. Graças a Deus, cheguei na hora certa e no clube certo. Foi um casamento perfeito.

Ano de 1995 com o Flamengo como rival badalado

– Eles fizeram ótimo investimento trazendo Romário e Edmundo e tinham o Sávio, prata da casa. Nós estávamos correndo por fora, todo mundo dava como certo que eles seriam campeões carioca e brasileiro. Nós, botafoguenses, fomos amadurecendo no campeonato, tomando forma de jogar, com futebol competitivo e de conjunto. Paulo Autuori foi fundamental, cada jogador tinha funções definidas, eu no meu papel de sempre, ser matador e artilheiro. Precisava que o time jogasse em minha função. Tive ano iluminado, foram 27 gols no Carioca e 23 no Brasileiro, mais a Seleção, foram 63 gols no ano. Um número comparável à Messi e Cristiano Ronaldo.

Pensa em voltar ao Botafogo?

– Já passaram duas ou três diretorias, sempre me coloquei à disposição em prol do Botafogo para ser embaixador. Para o clube poder aproveitar minha imagem como vencedor, grande artilheiro da geração 95, resgatar a torcida. Me vejo mais nesse papel. Não quero ser treinador ou dirigente, não gosto de misturar o ídolo com essas funções. Quero que o torcedor tenha a imagem do Túlio artilheiro, dando gols e títulos ao Botafogo. Outra função que me vejo é a de comentarista. Cada clube vai ter sua TV particular, acredito que o Botafogo vai se direcionar nesse caminho também, se precisar de mim para abrilhantar o canal da BotafogoTV, estou à disposição.

O que falta ao Túlio no Botafogo?

– Faço dois pedidos para a diretoria: um jogo de despedida e uma estátua. Não esperem eu morrer não, mereço em vida. Pode ser lá no Nilton Santos.

Contratações de Honda e Kalou

– Eu acho válido pelos dois aspectos. De marketing e comercial, as camisas do Honda já se esgotaram, Kalou é sucesso em termos de atrair novos torcedores. O futebol brasileiro é carente de ídolos, que imponham respeito. Honda e Kalou vão ajudar muito, mas o time precisa de umas quatro ou cinco peças para aliviar para a garotada.

Botafogo S/A

– O Botafogo há muitos anos atravessa crise financeira. Esse projeto da Botafogo S/A, liderado pelo Carlos Augusto Montenegro, tem tudo para dar certo. Já arrecadou quase R$ 200 milhões pelo que ouvimos nos bastidores. Vejo o Botafogo muito à frente dos outros nessa questão, pode servir de exemplo e bater de frente com Flamengo e Palmeiras. Ao Botafogo falta apenas gestão para atrair investidores e contratar jogadores pontuais para fazer time competitivo.

Onde o Botafogo pode chegar esse ano?

– Primeiro, tem um treinador de respeito que é o Autuori, campeão, tem estrela e conhece o clube. Tem como dirigente o presidente eterno, Carlos Augusto Montenegro, que peita Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, tem espírito vencedor. Os clubes têm que respeitar o Botafogo, não só pelo passado, mas pelo que está por vir. Acredito em uma vaga na Libertadores e, por que não, em conquistar a Copa do Brasil.

Veja o vídeo da entrevista de Túlio ao canal da Botafogo Nela:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal Botafogo Nela / Foto de Capa: Reprodução / YouTube


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