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“Uma Ferrari no pântano”, diz Montenegro sobre situação financeira do Botafogo

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Membro do Comitê Executivo do Futebol participa de live do canal “Hubstage” sobre recuperação judicial dos clubes de futebol: “Nosso plano não é esse, é o clube-empresa”

Em entrevista ao canal do YouTube “Hubstage” nesta sexta-feira, Carlos Augusto Montenegro comparou o Botafogo à uma “Ferrari no pântano”. O membro do Comitê Executivo de Futebol participou de live sobre recuperação judicial dos clubes de futebol e disse que esse não é o caminho pretendido pelo clube alvinegro, que já está avançando no projeto da Botafogo S/A.

– É como se tivéssemos uma Ferrari, a marca do Botafogo hoje no futebol brasileiro, um clube com uma história riquíssima, que mais cedeu jogadores à seleção brasileira, o clube de Mané Garrincha, uma Ferrari atolada num pântano. Não conseguimos pagar uma dívida de 1 bilhão de reais com 6, 7 milhões que, às vezes, sobram do custeio anual, isso é impagável. Se fosse uma outra empresa, já teria fechado as portas.

– A gente resolveu procurar investidores para puxar através de um cabo essa Ferrari do pântano. Depois de tirar a Ferrari do pântano, vem outra fase. Nós estamos avançados, até da Argentina estão chegando propostas de pessoas, por exemplo, que têm empresas voltadas para a área de petróleo, que recebem em dólar e, de repente, o Brasil ficou barato para quem quer investir em dólar.

O ex-presidente do Botafogo defendeu a transformação do clube em empresa como único caminho para a recuperação financeira e sobrevivência.

– Se ninguém quiser (investir no clube-empresa), vamos para a recuperação judicial, mas não é esse nosso plano. Já temos conversado com muita gente, não estamos encontrando obstáculos. Só verifico a sobrevivência do Botafogo com investidores novos entrando e, mais que isso, com uma mentalidade nova. Se o Botafogo amanhã vendesse jogadores e pagasse toda a dívida, por exemplo, eu continuaria querendo muito ser clube-empresa para não voltar a passar por isso e não depender de pessoas.

– Você pode ter pessoas boas, bem intencionadas, profissionais e você pode ter amadores, como eu. O futebol é um negócio que movimenta milhões e eu não entendo o presidente não ser remunerado. O presidente resolve, hoje, da compra de papel higiênico à venda de um jogador por milhões, tudo passa por ele. Acredito numa empresa com acionistas cobrando de um comitê gestor tendo que produzir resultados.

“A partir do momento que o Montenegro virar somente um torcedor, o projeto deu certo”.

Fonte: Globoesporte.com


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