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Weber elogia entrega do Botafogo na volta do Carioca: “Jogadores se empenharam ao máximo”

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Substituto de Paulo Autuori, que por protesto não comandou equipe, Renê Weber festeja resultado que deixa Botafogo na briga e elogia Caio Alexandre: “Deu intensidade e qualidade”

Ainda que de posse da liminar do STJD a seu favor, Paulo Autuori decidiu não comandar o Botafogo na partida contra a Cabofriense neste domingo em forma de protesto e, portanto, o auxiliar Renê Weber foi quem esteve na beira do campo na goleada por 6 a 2. Nas considerações após a partida, Renê disse ter gostado, principalmente, da entrega dos seus jogadores.

– Nós temos que parabenizar. Como foi dito no vestiário: jogo às 11h da manhã, temperatura elevada. Querendo ou não, o desempenho tende a cair, mas conseguimos manter a intensidade e um nível de jogo interessantes. Quando eles fizeram o segundo gol, estávamos um pouco atrás. A ideia era pressionar desde o começo, não deixar o adversário jogar, fazer o maior número de gols para o caso de precisar. Os jogadores se empenharam ao máximo, a gente precisava da vitória e de um saldo bom. Conseguimos – festejou o auxiliar.

Renê Weber elogiou bastante o garoto Caio Alexandre, autor do sexto gol do Botafogo na partida – a propósito, um golaço. Ele entrou no segundo tempo no lugar de Alex Santana.

– O Caio, que é uma promessa, entrou e fez o gol, deu mais intensidade física para o jogo, além de qualidade técnica. No resumo da parte técnica e tática, entramos para definir. Fizemos um gol cedo e a equipe como um todo se comportou muito bem. Só tenho que elogiar quando percebo que eles estão se entregando, querendo jogar. A pandemia fez todo mundo ter ainda mais vontade de voltar. Não podemos perder ninguém, ainda tinha essa preocupação – disse.

Veja outros pontos da entrevista de Renê Weber:

Jogadores da base

– Temos que utilizar jogadores da base aqui. O Caio é talentosíssimo, o Luis Henrique nem se fala, vai para o alto nível quando amadurecer. Eles tiveram grandes atuações, mas esses, pela juventude, naturalmente, têm um pouco mais de condição física. Conversando com o Paulo, que estava assistindo, tivemos essa ideia. Agora, é matar quarta-feira, respeitando a Portuguesa. É entrar entre os quatro que tudo pode acontecer.

Pouco tempo de preparação

– Impossível alguém em uma semana alguém atingir seu ápice técnico, físico e tático. A gente fala das variáveis que o jogador deve ter. Coisas que se aborda no dia a dia, definindo nosso comportamento como equipe. Historicamente, o Botafogo faz jogadores na base. Formar o jogador, usar em títulos e depois vender. Não é formar para vender. Primeiro, ganhar títulos. Somos um país vendedor. Formação é importante. Temos bons jogadores que, no seu devido tempo, vão ser utilizados.

Atuação de Honda

– Do Honda, com três meses de parada, não se pode exigir mais do que foi feito. Ele é essencialmente técnico. Pode, hoje, não ter tido aquela intensidade do outro jogo, mas tem um bom passe. Dois meias com qualidade, com ele e Bruno (Nazário). De um modo geral, se comportou bem. De um modo geral, a gente esteve dentro do que esperava.

Expectativa para o clube-empresa

– Eu sou um crítico, pessoalmente, disso, com relação ao modelo de gestão dos clubes. Nós caminhamos para um clube-empresa. Quando o Manchester United foi comprado por um grupo americano, achavam que mudaria a cultura e não foi assim. Sou um apologista das ligas, com união dos clubes. Eles que devem administrar o futebol, sempre partindo do clube. Espero que aconteça em breve. A gente ouve comentários sobre isso. Quem coloca os jogadores em campo são os clubes. Espero que, brevemente, isso seja o futuro: clube-empresa e liga. O modelo atual é falido e ultrapassado.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: André Durão


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