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Wilson Goiano: “Globo não é boba, acho que reprise do título do Botafogo de 95 vai bater recordes”

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Lateral-direito do título brasileiro de 1995Wilson Goiano hoje é advogado em Goiás, onde tem um projeto social com escola de futebol com 400 alunos, de 4 a 14 anos. Nesta semana, o principal assunto na cidade onde vive é a reprise da final contra o Santos, que será exibida neste domingo, na TV Globo.

Wilson Goiano vive expectativa alta para rever a decisão.

– Foi uma surpresa. De todos os males que estamos vivendo nesse momento, isso foi um presente, parar e rever. Nunca ia imaginar relembrar esses momentos e outras decisões. Está sendo muito legal a Globo e a Band com reprises. Quem ganha é o público que viveu aqueles momentos e os mais novos. Aqui onde moro só se fala nisso, estou me sentindo um jogador de futebol em atividade. Falei com a imprensa a semana toda, voltou tudo na cabeça, daqui a pouco, vou querer renovar o contrato (risos). Está parecendo clima de decisão mesmo, com expectativa e frio na barriga – afirmou Wilson Goiano ao canal do jornalista André Marques.

Audiência será grande

O ex-jogador aposta em audiência alta na TV Globo neste domingo.

– Por essa identificação da torcida do Botafogo, a Globo não é boba, não ia passar esse jogo no horário nobre se não tivesse audiência grande. Eu estou curioso, acho que vai bater recordes. Botafoguense é muito fanático, esse título foi vivido em intensidade muito grande – disse.

– Mas vai ter sofrimento, no Botafogo nada é fácil, nem essa reprise. Depois de 25 anos, vai ter gente comendo a unha de nervoso. Eu não vi a final ainda, estou esperando, quero ver na íntegra. Já vi alguns momentos, mas nunca os 90 minutos. Domingo, vou ficar concentrado para ver o nosso time, era bom mesmo – acrescentou.

Confira outros trechos da entrevista:

Jogadores merecem estátua

– Fizemos a pré-temporada no campo society ao lado do Caio Martins, porque não podia treinar no estádio, de salário não podíamos nem falar. Por ganhar em cima de grandes times da época, cada jogador merecia uma estátua ao lado do Manequinho. Foi osso. É bom, porque após 25 anos, temos o carinho da torcida.

Histórico de títulos no Botafogo

– Sou torcedor do Botafogo, mesmo antes de ter a felicidade jogar no clube que torço. Tive a alegria de estar dentro de campo, sentir a emoção como jogador e torcedor. Do lado de fora, imaginei que o céu era o limite para o Botafogo após o título brasileiro de 1995, resgate da sede e da torcida, campeão da Taça Cidade Maravilhosa, do Teresa Herrera em cima da Juventus, de torneio no Japão e na RússiaEstadual em 97, Rio-São Paulo em 98, mas a sequência dos anos foi terrível, tenho a sensação de que quem entrou depois, não era Botafogo. Parecem pessoas muito distantes. Tem que ter profissionalismo, mas não pode acabar o charme do futebol, lado da paixão e gostar do clube, ter compromisso e amor. Senão, o futebol fica uma empresa sem sal, um picolé de chuchu.

Sugestão

– Se eu trabalhasse em um clube hoje como o Botafogo, na gestão, para contratar empregado, ia passar cartilha com toda a história do Botafogo, ano da fundação, como foi fusão com remo, por que virou Botafogo de Futebol e Regatas, quem foi Heleno de Freitas e colocar prova. Se não souber ano dos títulos, não trabalha. “Ah, mas sou profissional”. Não adianta. Isso é pré-requisito. Não adianta só trabalhar de 9h às 18h e ir embora, isso é muito frio. Na minha visão de futebol, não abro mão disso. Não vou trabalhar no futebol profissional, porque minha vida tomou rumo diferente, mas fica uma dica.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do André Marques / Foto de Capa: Reprodução / YouTube

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